Amamentação: benefícios, dificuldades e dicas de médicos!

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A amamentação, apesar de ser natural e extintiva, pode ser um período cheio de dúvidas comuns para muitas mães e companheiros. Também chamada de aleitamento, o ato de alimentar o seu bebê com leite materno é a melhor opção de nutrição nos primeiros anos de vida!

Inclusive, durante os primeiros 6 meses de vida, o seu bebê deve receber apenas leite materno (sem água, suco ou qualquer outro alimento). No entanto, esse período pode ser sofrido para muitas mamães! Dores, dúvidas e cansaço podem fazer parte da sua rotina e te fazer repensar o aleitamento materno.

Aqui, você vai entender definitivamente tudo o que você precisa saber sobre amamentação para poder cuidar cada vez melhor do seu bebê. Além disso, vamos te mostrar como fazer a pega correta e quantas vezes por dia o seu bebê precisa mamar!

Benefícios e importância da amamentação

mãe amamentando seu bebê

O aleitamento materno, ou seja, o ato de alimentar o bebê com o leite dos seios, é indicado já nos primeiros minutos de vida e traz inúmeros benefícios tanto para a mãe, quanto para o bebê.

Bebê

Nutrição:

O leite materno é um alimento completo, com:  gordura, açúcar, vitaminas, água, ferro, proteínas, sais minerais e anticorpos. Por isso, ele nutre completamente o bebê até os 6 meses! Isso significa que nesses primeiros meses de idade o bebê não deve comer nenhum outro alimento além do leite materno (nem outros líquidos, como suco ou água).


Além disso, sua digestão ocorre de forma mais fácil do que qualquer outro leite, um dos motivos pelos quais leite de caixinha ou fórmula não substitui leite materno. Por esse e outros motivos é que ele é considerado específico e ideal para o bebê humano. Portanto, não existe leite fraco!

Ainda assim, muitas mães não conseguem produzir o leite materno em quantidade suficiente ou sentem dores intensas ao amamentar (muito comum em mães de gêmeos). Nesses casos, a fórmula deve ser utilizada, mas sempre com o acompanhamento de nutricionista e pediatria!

Imunidade: 

O leite têm muitos anticorpos produzidos pela mãe, principalmente no colostro (leite amarelado das primeiras horas pós parto). Ou seja, parte da imunidade da mãe passa para o bebe ao amamentar. Dessa forma, o bebê fica protegido de algumas doenças como: diarreia, alergias, otites e infecções respiratórias.

Apesar disso, é importante ressaltar que a amamentação não substitui as vacinas, pois não protege contra todas as doenças. Portanto, é essencial seguir o calendário de vacinação. Inclusive, bebês que mamam no peito produzem anticorpos mais rápido conforme vacinados.

Desenvolvimento:

A amamentação melhora o desenvolvimento do rosto do bebê, uma vez que o movimento de sugar ajuda a desenvolver os ossos da face. Com isso, ela também permite que a fala e a respiração se desenvolvam corretamente, assim como os dentes. O QI e o desempenho escolar também costumam ser maiores em crianças amamentadas do que naquelas que não o foram!

Mãe

A amamentação ajuda a mulher a recuperar o corpo após a gravidez, pois ajuda a perder peso mais rápido e ajuda o útero a voltar ao tamanho de antes. Isso também evita que a mulher tenha sangramentos após o parto, um dos motivos pelo qual se recomenda a amamentação ainda nas primeiras horas de vida do bebê. 

A longo prazo, amamentar reduz o risco de diabetes, câncer de mama e câncer de ovário. Ainda, pode servir como método anticoncepcional nos primeiros 6 meses pós parto. Mas isso só acontece se se a mãe estiver amamentando exclusivamente e em livre demanda (sempre que o bebê pedir) e ainda não tiver menstruado de novo.

Acima de tudo, a amamentação estreita o laço mãe-bebê, melhorando o seu relacionamento! Também, vale a pena lembrar que o leite do seio está sempre pronto e quente, o que economiza tempo que seria gasto preparando a mamadeira. Ademais, economiza muito dinheiro que seria gasto em leites, mamadeiras, bicos etc.

Amamentação: O jeito certo de amamentar

primeira amamentação leite materno mamada no hospital

Primeira mamada

Pode acontecer já na sala de parto, se mãe e bebê estiverem bem. É o primeiro momento íntimo entre eles e essencial tanto para a relação dos dois quanto para o resto das mamadas. Isso porque quando o bebê toca no seio da mãe há liberação de ocitocina, um hormônio que faz com que o leite saia do seio.

Posicionamento

A mãe deve estar em uma posição confortável na hora de amamentar. Já o bebê deve estar de frente para mãe, com a barriga dele de frente para a barriga da mãe. A mãe deve sustentar bem o bebe, segurando a cabeça e nádegas, deixando o corpo dele alinhado. Para isso, o bebê tem que estar sendo segurado pelo colo da mãe e não apoiado nas pernas dela. 

A posição ideal da face do bebê é com o nariz na altura do mamilo, bem próximo ao seio. Uma dica é colocar um travesseiro nas pernas da mãe para que ela possa apoiar o braço e o bebê.

A mãe pode estar sentada ou deitada, assim como o bebê, que pode estar deitado com a mãe, sentado em cavalinho etc, o importante é que sempre o bebê esteja de frente para a mãe e que eles estejam confortáveis. Respeitando isso, pode-se alterar a posição sempre que necessário.

Pega correta

Depois que a face do bebe estiver na posição certa, deve-se esperar que ele abra a boca para aproximá-lo rapidamente ao seio. Não leve o seio até o bebê, mas traga ele até o seio empurrando o tronco e sustentando a cabeça. Não empurre a cabeça do bebê!

Caso o bebê não abra a boca espontaneamente, a mãe pode estimulá-lo roçando o mamilo em seu lábio superior. 

A boca do bebê deve estar bem aberta e na aréola da mãe, não no mamilo, que deve apontar para o céu da boca do bebê. Para isso, o queixo do bebê deve tocar a mama e o lábio inferior deve estar voltado para fora. Se tiver parte da aréola visível, ela deve ser maior na parte de cima do lábio superior do que abaixo do lábio inferior.

Outra coisa importante é não segurar a mama com os dedos em tesoura pois isso pode impedir que o leite saia. Não é necessário segurar a mama para amamentar. Mas se a mãe quiser, o melhor é que segure com a mão em “C”, com o dedão na parte de cima da mama e o resto da mão sustentando embaixo.

Frequência e quantidade

Nos primeiros dias ele mama com mais frequência e os intervalos são curtos e irregulares, pois ainda está aprendendo a mamar. Com o tempo, ele fica mais eficiente, fazendo com que mais leite saia a cada sugada e, consequentemente, intervalos maiores entre as mamadas.

Não existe a frequência ideal, cada mãe vai conhecendo o ritmo de seu bebe, por isso também não existe um tempo ou quantidade certa de cada mamada. A mamada termina quando ele solta o seio.

O melhor é a amamentação ser em livre demanda. Ou seja, o bebê decide quando quer mamar, não sendo necessário se preocupar com horários ou duração. Essa prática impede que a criança sinta fome e que a mãe precise acordar a criança para mamar.

Como saber que o bebê está mamando bem

criança brincando amamentação

O acompanhamento do bebê no pediatra é essencial pois ele poderá avaliar se o bebê está com o peso adequado para idade, o que significa que ele está mamando bem. 

Como superar problemas da amamentação

Alguns problemas podem surgir no período da amamentação, os mais comuns são: 

  • Pouco leite: algumas mulheres se queixam de terem pouco leite e deixam de amamentar. Isso é um erro, porque é justamente a sucção do bebê no seio da mãe que estimula a produção e saída do leite;
  • Dor: Algumas vezes o leite pode “empedrar”, o que acontece quando a mama fica muito cheia. E isso deixa os seios pesado e doloridos, inclusive gerando nódulos duros. Nesse caso, deve-se fazer massagem nos seios e retirar o excesso de leite, que pode ser doado para o Banco de Leite.
  • Bico invertido: mamilos planos ou invertidos não impedem a amamentação. A princípio, a pega do bebê pode ser mais difícil nesses casos, mas massagens ou mudança da posição do bebê podem ajudar. Se este for o seu caso, procure aconselhamento de um profissional capacitado.
  • Críticas: ainda hoje existe preconceito com amamentação em público! Contudo, esse é um direito garantido por Lei. Assim, mães podem amamentar seus filhos em públicos, ainda que no local exista um lugar próprio para isso. 

Até quando amamentar?

família reunida na alimentação da filha bebê leite amamentação

Uma dúvida frequente é o momento em que se deve parar de amamentar. Para responder isso é importante dividir a amamentação em dois períodos: 

1. Amamentação exclusiva

Quando todo o alimento do bebê provém do leite. Ou seja, ele não toma chás, sopas, sucos , frutas, nada.  Esse período deve ser do primeiro dia de vida até os 6 meses do bebê.

2. Amamentação com comida

A partir dos 6 meses deve ser feita a introdução alimentar. Primeiramente, as comidas devem ser pastosas, aumentando a consistência ao longo dos meses. A partir do primeiro ano de vida, o bebê já pode comer a comida dos pais.

Porém, nesse período a amamentação ainda é essencial como complemento da alimentação. É somente a partir dos 2 anos que se deve começar a pensar em parar a amamentação, processo que deve ser um acordo entre mãe e bebê.

Malefícios de não amamentar

criança chorando

Parece óbvio mas os malefícios são o contrário dos benefícios, ou seja: maior chance de doenças na infância, risco aumentado de obesidade e pressão alta quando adulto, tendência a QI e desempenho escolar menores etc.

Contraindicações

Existem algumas situações onde não se indica amamentação, pois pode trazer mais riscos do que benefícios para a criança. São elas:

  • HIV: mães portadoras de HIV não devem amamentar pois podem passar o vírus para o bebê através do leite, assim como mães portadoras de HTLV. Mesmo em mulheres que a carga viral seja indetectável no sangue, ainda não é indicado que amamentem – estudos já mostraram que o bebê pode ser infectado mesmo assim;
  • Amamentação Cruzada: não se indica que outras mulheres amamentam bebês que não são seus filhos pois podem transmitir vírus como HVI, HTLV ou vírus da hepatite. Em caso de mulheres que não podem dar de mamar, o indicado é recorrer ao banco de leite.
  • Medicamentos: medicamentos e outras substâncias (como maconha e outras drogas) são contra indicados para mulheres em período de amamentação. Nesses casos, é importante consultar o médico antes de tomar qualquer medicação!

Volta ao trabalho e amamentação

mãe e filho juntos trabalhando leite materno amamentação

É natural que muitas mulheres tenham dúvidas a respeito de como voltar ao trabalho e continuar amamentando, as mais comuns são:

Por quanto tempo posso ficar em casa?

A mulher tem direito a 120 dias de licença maternidade que pode ser tirada do 28° dia antes no parto ou até que ele ocorra. Por isso, adie o início da licença para o mais perto do parto possível, assim poderá ficar mais tempo com o bebê.

Também pode-se juntar a licença com as férias daquele ano, dessa forma a mãe pode ficar 5 meses com o bebê. Se a mãe tiver um atestado médico, pode conseguir mais 2 semanas de licença para garantir amamentação exclusiva!

Por fim, as mulheres que são servidoras públicas ou que trabalham em empresas que entraram no programa “Empresa Cidadã” podem prorrogar a licença maternidade por mais 60 dias.

Dá para conciliar amamentação com trabalho?

Sim, existem leis que asseguram direitos a mulheres com carteira assinada que amamentam. Ademais, a Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) assegura direitos próprios para cada relação de trabalho. Por isso, é importante se manter informada sobre seus direitos!

Como amamentar sem estar presente?

Se você não conseguir amamentar durante um tempo, é possível fazer um estoque de leite em casa, basta começar a colher uns 15 dias antes de voltar ao trabalho e armazenar corretamente.

O melhor momento de colher é quando as mamas estão cheias, mas não há como oferecer esse leite para o bebê no momento. E não se preocupe, com a retirada do leite as mamas são estimuladas a produzir mais, então não faltará leite para seu filho.

Posso retirar o leite no trabalho?

Sim! Mas é importante sempre retirar e armazenar o leite com segurança. Portanto verifique se há um local apropriado para retirada do leite em seu ambiente de trabalho, com a higiene necessária.

Não esquecer, também, que deve-se armazenar o leite na geladeira por até 12 horas e congelar por até 15 dias.

Tenho direito a pausa para amamentação?

Sim, até o filho completar seis meses de vida a mãe tem direito a duas pausas de 30 minutos. Inclusive, em locais onde há pelo menos 30 mulheres a partir de 16 anos a lei preconiza que haja um local, no ambiente de trabalho, onde as mães possam deixar suas crianças. Se isso não for possível, a empresa deve dar reembolso em caso de crianças que têm de ficar em creches, por exemplo. (Artigo 389 CLT)

Podem me demitir enquanto estou amamentando?

Não! A mulher não pode ser demitida desde o momento em que descobre a gravidez até 5 meses depois de dar a luz.

E não se pode esquecer das mulheres que estudam, que também têm seu direito de amamentação assegurado. Elas podem fazer trabalhos em casa para compor a nota e amamentar nas áreas de uso comum na instituição de ensino que frequentam.

Doação e armazenamento de leite

mamadeira para amamentação

Dois assuntos fundamentais mas pouco discutidos quando se fala de amamentação é a ordenha de leite com bomba para estoque e o Banco de leite:

Ordenha de leite

A retirada de leite permite que o bebê seja amamentado mesmo quando a mãe não está presente e pode ser tanto com a mão quanto com uma bombinha. No entanto, com a bomba tende a ser um pouco mais doloroso pela pressão que ela exerce para sair o leite.

Por outro lado, a ordenha com a mão não deve ser dolorosa e é gratuita. O melhor jeito de fazer isso é começando com uma massagem no seio, em seguida se coloca a mão em “C” e pressiona o dedo polegar e indicador por toda a mama. Lembrando sempre de lavar bem as mãos e, de preferência, prender o cabelo antes de começar o processo.

Banco de leite

Como já dito, mulheres que tem muita produção de leite podem sofrer tanto com empedramento, quanto com bebês que não engordam. Ao mesmo tempo, existem mulheres com pouco leite cujos bebês precisam ser amamentados. Ou, ainda, bebês cujas mães morreram ou estão impossibilitadas de amamentar. Para isso o banco de leite existe!

Há várias unidades de Banco de Leite Humano espalhadas pelo Brasil. Nelas armazena-se o leite doado, que alimenta bebês que precisam. Qualquer mulher pode se candidatar a doar leite, basta procurar o Banco de Leite mais próximo e eles orientaram o que fazer. 

Amamentação e Covid

Até o momento não há nenhuma prova de que a mãe infectada pode transmitir Covid pelo leite. Por isso, levando em conta os benefícios da amamentação, deve-se mantê-la. Contudo, algumas medidas de higiene são necessárias para não contaminar o bebê de forma alguma:

  • Lavar bem as mãos por pelo menos 20 segundos antes de tocar no bebê;
  • Usar máscaras no momento da amamentação;
  • Trocar a máscara a cada mamada;
  • Evitar contato do bebê com o rosto da mãe;
  • Em caso de mãe infectada, os demais cuidados do bebê (banho, colocar para dormir, trocar etc) devem, de preferência, ficar a cargo de outra pessoa que não esteja com Covid.

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