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E aí, galera, como vocês estão? Sejam bem-vindos a mais um texto da nossa série sobre automutilação! No texto de hoje nós vamos conversar sobre a prática da automutilação e sobre como parar.

Começo respondendo uma dúvida muito comum entre os nossos internautas:

Automutilação é uma doença?

Automutilação não é uma doença, mas ela é um sinal muito importante de que algo não está bem na esfera emocional por si só. Sendo assim, os cortes e as autolesões da automutilação não configuram uma doença. No entanto, ela costuma estar associada a alguns diagnósticos – como o transtorno de personalidade borderline, o transtorno bipolar e o episódio depressivo maior.

Então, se você conhece alguém – ou se você mesmo tem passado por essa barra – é porque algo não está bem.

O que leva uma pessoa a se automutilar?

São vários motivos, mas os principais são:

  • um desafio emocional muito intenso;
  • memórias traumáticas;
  • um turbilhão de pensamentos;
  • um momento muito difícil pelo qual a pessoa está passando ( como uma crise de ansiedade ou uma crise depressiva, que ocorre quando as habilidades que a pessoa desenvolveu ao longo da sua vida não estão sendo suficientes para amenizar o sofrimento atual.)

Nesse sentido, a automutilação acaba sendo uma resposta, ou seja, um comportamento que o indivíduo pratica, para amenizar essa dor.

A automutilação pode se tornar um vício?

Essa é uma pergunta que exige um pouquinho mais de atenção, por isso te peço para ler até o final. Quando uma pessoa começa a praticar a automutilação e isso se transforma em algo aliviador – ou seja, o indivíduo se mutila e sente um alívio, uma redução do seu sofrimento emocional -, acaba mostrando para o nosso corpo que a automutilação é um comportamento efetivo na redução do sofrimento emocional.

Isso leva algumas pessoas, caso elas permaneçam nesse desafio emocional – que pode ser pensamentos, emoções muito intensas ou, até mesmo, memórias traumáticas – a recorrerem ao método da automutilação. Ainda assim, a automutilação não se transforma num vício, mas passa a ser uma ferramenta, ou um caminho, de amenizar a dor emocional, muito difícil de parar.

Eu sei que pode parecer muito contraditório a gente causar uma dor física em nós mesmos para, então, diminuir uma dor emocional. Porém, quando você conversa com pessoas que praticaram automutilação, é comum o depoimento de que a prática da automutilação reduz e ameniza a dor psíquica. Porque você acaba focando nessa dor física e deixa de lado todo o desafio emocional que está passando.

É claro que isso ocorre no curto prazo – no momento de uma crise -, e que no médio e no longo prazo – algumas horas ou dias depois – a pessoa sente muita culpa. E, infelizmente, isso acaba se transformando numa possibilidade de mais uma crise.

O que dizer para uma pessoa que está se automutilando?

Primeiramente, se você conhece alguém que tem praticado automutilação, o mais importante é você se mostrar disponível para conversar. Tenha em mente que essa pessoa está se machucando porque algo não está bem – e ela sabe que algo não está bem – e porque ela esgotou as suas habilidades e as suas oportunidades de lidar com esse desafio.

Falar sobre automutilação pode ser muito vergonhoso para essa pessoa e pode ser um desafio muito grande. Então, quanto mais compassivo, gentil e carinhoso você se mostrar frente a esse assunto, mais fácil fica para a pessoa conseguir contar o que está acontecendo.

O passo principal para você ajudar essa pessoa é – no momento em que ela se abre para você e vocês começam a conversar sobre o que está acontecendo – você se mostrar à disposição para ajudá-la e, até mesmo, acompanhá-la em um atendimento psicológico ou psiquiátrico.

Você encorajar a pessoa, de uma maneira gentil e carinhosa, a buscar tratamento, é o que vai fazer com que, no médio prazo, essas crises reduzam ou até mesmo zerem.

Automutilação: como parar de se machucar

O tratamento para parar com a automutilação vai precisar de acompanhamento de dois profissionais; do psicólogo, através da psicoterapia, e do psiquiatra, através das medicações psiquiátricas.

No entanto, você ainda pode estar se perguntando: “Como é que o psicólogo pode me ajudar?” Nesse caso, a psicoterapia pode ajudar você em dois pontos:

1- Identificar a causa das crises

O primeiro deles é investigar e identificar o que está causando essas crises. É um pensamento? É ambiente em que você está hoje? É uma emoção muito intensa ou uma memória traumática? Enfim, o que está acontecendo para que você precise recorrer a automutilação?

Na psicoterapia, isso é feito de uma maneira super calma e super tranquila, sem qualquer tabu, pois o psicólogo entende você não deseja estar se automutilando – que você está se automutilando porque o momento está sendo muito intenso -. Esse processo com o seu psicólogo vai ajudar você a descobrir o que está acontecendo.

2- Aprender novas habilidades

A segunda coisa que a psicoterapia vai ajudar você é a aprender novas habilidades. Então, se hoje a automutilação está servindo para você reduzir a sua dor emocional – para que você saia de um turbilhão de pensamentos -, o psicólogo vai ajudar você a aprender e aprimorar técnicas e habilidades diferentes para lidar com esses desafios.

Por exemplo, você vai aprender a não se automutilar, segurando um gelo com muita intensidade, nas mãos. Ou então, vai aprender a praticar relaxamento progressivo – para diminuir a sua ativação emocional – e respiração diafragmática – a técnica poderosíssima no controle da ansiedade.

Inicie o tratamento com a Eurekka

Dentro da Eurekka você vai encontrar profissionais dispostos a escutar você e a entender o seu desafio emocional, sem te julgar de forma alguma. O nosso objetivo é poder ajudar você a desenvolver novos hábitos e promover novas formas de agir, para que você olhe para você, daqui 1 ou 3 meses, e se orgulhe da maneira como você tem lidado com os seus desafios emocionais.

A terapia da Eurekka tem o objetivo de empoderar você e fazer com que você se transforme no capitão do seu barco, tomando as suas decisões e lidando com os desafios que surgem.

Se você ficou interessado em iniciar a psicoterapia, te convidamos a marcar uma conversa inicial, clicando aqui, para entender um pouquinho mais sobre a terapia da Eurekka!

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