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E aí, galera? Tudo bem? Bem-vindos a mais um dos nossos textos sobre saúde mental. É possível que você já tenha se perguntado se automutilação é uma doença ou por que alguém se auto mutila. Por isso, hoje, vamos responder a essas e outras perguntas!

O que causa a automutilação?

A automutilação costuma ser uma resposta de um indivíduo a um sofrimento emocional muito intenso. Ou seja, uma pessoa que está passando por uma crise – um momento muito difícil – e acaba recorrendo à automutilação como um último recurso.

A automutilação é uma doença?

Não, a automutilação não é uma doença! No entanto, é um sinal muito importante de adoecimento mental. Nesse sentido, a automutilação costuma estar presente em alguns diagnósticos de transtornos mentais, como: transtorno de personalidade borderline, episódio depressivo maior e transtorno bipolar.

Porém, a automutilação, por si só, não é uma doença, mas sim um sinal de adoecimento.

Por que alguém se mutila?

Costuma ser por uma soma de dois fatores. Em primeiro lugar, uma vulnerabilidade emocional. A ciência já demonstrou que existem pessoas com uma predisposição a sentir as emoções de uma maneira muito mais intensa.

Já o segundo fator diz respeito a pessoa não ter desenvolvido, ao longo da sua vida, estratégias e técnicas para lidar com essas emoções mais intensas. Ou seja, é como você estar num dia frio e, além de você sentir esse frio, você também não está vestindo roupas que te aquecem.

Nesse caso, pode ser que tenha momentos na sua vida em que você esteja numa época de verão e não precise dessas roupas. Como também pode ser que você não passe tanto frio assim, porque você tem as roupas suficientes. Então, esses dois fatores são os principais para gerar a chamada desregulação emocional.

Automutilação pode matar?

Sim! Infelizmente, a automutilação pode levar ao suicídio. Isso ocorre especialmente porque, na tentativa de esconder as marcas das cicatrizes, muitas pessoas acabam recorrendo a locais que são mais letais.

Nessa situação, você pode acabar atingindo vasos sanguíneos, como artérias e veias, que são importantes para sua circulação – dificultando muito uma operação de resgate ou, até mesmo, levando ao suicídio.

Por isso, se você conhece alguém, ou você mesmo, está passando por um período difícil e a automutilação os cortes tem sido uma estratégia, é muito importante que você procure ajuda com psicólogo e psiquiatra, para recorrer ao tratamento adequado ao seu sofrimento.

Como ajudar uma pessoa que se automutila?

O primeiro ponto – e o principal deles – é você abordar esse assunto de um ponto de vista compassivo, respeitoso e carinhoso. Se ela tem se automutilado, isso quer dizer que ela está num momento muito difícil emocionalmente – e você não quer ser mais um desafio pra ela, não é mesmo?

Seja compassivo e respeitoso

Então, quando você for abordar esse assunto – e dizer a ela que você tem percebido algumas marcas no corpo e que você tem percebido que ela tem se machucado – faça em um momento em que você perceba que vocês estão sozinhos – em privacidade. Porque é importante que a pessoa se sinta aberta a compartilhar o que ela tem passado.

Além disso, é essencial que você comente que quer ajudá-la e escutá-la, que você entende que ela está passando por um momento muito difícil e que você não acha que é frescura ou bobagem.

Dessa forma, você aumenta as chances dessa pessoa se abrir com você e de entender que você é um apoio, ou seja, que você é uma pessoa importante para ajudá-la no tratamento dessa dificuldade emocional.

Você escutar ela e poder compreender o que está rolando na vida dela já é uma ajuda muito importante!

Ajude a procurar tratamento

Porém, é claro a gente não pode parar por aí. No momento em que você perceber que está desenvolvendo uma confiança e abertura com essa pessoa, é a hora de perguntar para ela se ela quer ajuda para encontrar tratamento com psicólogo e com psiquiatra.

Você ajuda, então, pesquisando na internet indicações de profissionais e os tratamentos mais adequados. Ao fazer isso, você mostra compaixão e respeito pelo que ela está passando – que já são duas grandes ajudas.

Eu sei que pode ser muito difícil entrar nesse assunto, mas não não pode ser um tabu. Se você está percebendo que alguém está passando por isso, por favor, demonstre carinho e apoio, porque ela está passando por um momento muito intenso e muito difícil.

Automutilação: tratamento

O tratamento da automutilação costuma ser feito em conjunto, com psicólogo e psiquiatra:

  1. O psicólogo vai realizar a psicoterapia com você, de forma a identificar quais são os gatilhos da automutilação, que tipo de crises você tem passado e qual é o seu maior desafio emocional hoje. Além disso, te ajuda a desenvolver novas estratégias e novas habilidades, para não precisar recorrer à automutilação.
  2. O psiquiatra faz uma avaliação e define se você necessita de medicações e se você precisa fazer algum outro tipo de tratamento. É muito importante que você procure atendimento médico e psicológico para conseguir ajuda.

Aqui na Eurekka nós costumamos tratar a automutilação sob a ótica da Terapia Comportamental Dialética, que entende a automutilação como um recurso que a pessoa aprendeu, ao longo da sua vida, para passar por uma crise.

A automutilação costuma fazer com que a pessoa se foque no momento presente, se desconectando de um turbilhão de pensamentos e liberando opióides endógenos. Assim, o seu corpo está reagindo a favor de que você sinta uma dor física, para que você deixe de sentir essa dor emocional.

Inicie o tratamento com a Eurekka

Dentro da Eurekka, o psicólogo ajuda você a identificar novas formas e novas habilidades de como lidar com essas crises. Você não precisa passar por isso sozinho!

Espero ter respondido para você algumas das principais dúvidas sobre automutilação. E se você está percebendo que alguém próximo de você – ou você mesmo – está passando por isso, não deixe de procurar ajuda.

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Confira um dos terapeutas da Eurekka falando sobre o assunto:

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