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E aí pessoal, tudo bem? Sejam muito bem-vindos a mais um texto do nosso blog. No texto de hoje, vamos falar sobre um assunto importantíssimo e super preocupante: a automutilação na escola!

Vamos te explicar melhor as motivações da automutilação entre crianças e adolescentes, qual o papel da internet nesse processo, como identificar possíveis automutilações e, o mais importante, como ajudar alguém que se automutila! Vamos lá?

Veja mais:

O que motiva a automutilação entre crianças e adolescentes?

A automutilação em crianças e adolescentes é um tema que tem chamado a atenção e tem sido bastante estudado pela psicologia. Hoje, a gente já sabe que muitas vezes ela é feita para que a dor física sobreponha-se à dor psíquica ou emocional.

Ou seja, o adolescente se machuca fisicamente para se distrair de um pensamento ou emoção muito forte e indesejado.

Além disso, outro motivo pode ser porque quando a criança se machuca, ela recebe alguma recompensa ou privilégio que ela não consegue de nenhuma outra forma.

Por exemplo, todos ignoram quando ela está se comportando bem, mas quando ela se machuca todos cobrem de atenção. Assim, ela aprende que só tem valor para os outros quando se corta ou se bate.

A Internet pode influenciar a automutilação?

Existem fóruns na internet, acessados principalmente por adolescentes, em que eles conversam sobre automutilação e às vezes postam fotos dos machucados. No entanto, é difícil saber se esses ambientes estimulam esses comportamentos, ou se são simplesmente o único lugar que muitos jovens encontram para falar sobre os seus problemas.

Ainda assim, o certo é que se você descobrir que a criança ou o adolescente estão acessando esses sites, você precisa ficar atento e o ideal seria criar uma situação em que seja possível falar sobre o tema na vida real, com adultos que sabem o que fazer.

Que tal se informar sobre automutilação e iniciar uma conversa com esse tema?

Como identificar a automutilação entre os alunos?

A escola é um ambiente em que os problemas e o sofrimento das crianças e dos adolescentes muitas vezes vem à tona, principalmente se no ambiente familiar elas não estão recebendo o cuidado adequado.

Nem sempre a automutilação deixa marcas visíveis, mas frequentemente sim. Por isso, esteja atento para alunos que estão sempre com algum machucado e usam roupas compridas até mesmo em dias quentes.

Às vezes, eles carregam objetos cortantes no estojo – e nem sempre se preocupam em esconder!

O que fazer quando um aluno está se automutilando?

Nesses casos, a abordagem precisa ser gentil e calma. Chame ele para uma conversa, mas com privacidade – nunca na frente da turma, no corredor, ou com outros professores – e informe que você percebeu que ele tem se machucado.

Então, explique que você, como adulto, precisa fazer algo a respeito, e vai notificar os pais e a direção, e que o seu objetivo é conseguir ajuda para ele. Em seguida, a escola e a família precisam conversar sobre a situação e buscar atendimento em saúde para o aluno.

Seja um encaminhamento para a Unidade Básica de Saúde de referência, ou seja um psicólogo particular, é essencial que o aluno receba atenção especializada.

Como lidar com a automutilação na escola?

Se o comportamento acontecer na escola, como durante a aula ou o intervalo, é importante limpar o ferimento e colocar um curativo. Lide com a automutilação como você lidaria com qualquer outra questão de saúde, ou seja, com respeito e não com tabus e estigma.

Não alimente a ideia de que quem se automutila é “louco” ou “perigoso”. Mas sim que apenas está em sofrimento e precisa de ajuda especializada para vencer as dificuldades que está vivendo.

Ainda, a família precisa ser informada de que isso está acontecendo e que a indicação é procurar um psicólogo. Um psicólogo comportamental vai ajudar a criança ou adolescentes a expressar o seu sofrimento de uma forma que não seja através da automutilação e a conhecer seus “gatilhos”.

Ou seja, reconhecer o impulso de se machucar, e fazer um comportamento alternativo (como segurar gelo, tomar um banho frio, pular corda o mais rápido possível).

Como trabalhar automutilação na escola?

Primeiramente, entendendo que a automutilação cumpre basicamente duas funções:

  • Conseguir alívio emocional para um sofrimento intenso;
  • Conseguir ser visto e receber apoio social.

Nesse sentido, a escola pode prevenir e reduzir a automutilação com estratégias como:

1. Promovendo um ambiente escolar saudável           

Se na escola as relações entre alunos e professores são positivas; se o bullying é combatido; os alunos são elogiados pelas qualidades que têm e bons trabalhos que fazem, as pessoas se sentem respeitadas e acolhidas – e esse é um ambiente saudável.

2. Implementando ações para auxiliar os alunos a lidarem com suas emoções

A escola pode procurar psicólogos ou estudantes de psicologia para ministrarem palestras ensinando sobre como as emoções funcionam e sobre como enfrentar emoções difíceis. Se palestras forem impossíveis, a coordenação pedagógica pode estudar esses temas e informar os professores.

3. Capacitando os professores e funcionários sobre o tema da automutilação

Estudo e treinamento (mesmo que seja uma reunião com a presença de psicólogos para tirar dúvidas) pode capacitar a equipe para lidar com essa demanda, encaminhando adequadamente aos serviços de saúde.

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Ainda assim, o melhor tratamento para quem está passando por uma situação difícil e recorreu à automutilação, é com a ajuda profissional de um psicólogo ou psiquiatra.

Isso porque eles podem te ajudar a entender melhor pelo o que você está passando. Além disso, vão te mostrar técnicas e estratégias para lidar melhor com isso!

Então, fique a vontade para marcar uma conversa inicial com um de nossos terapeutas, clicando aqui!