Psicólogos da Eurekka

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Borderline: o que é, sintomas, tipos e tratamentos

Lazer, trabalho, relacionamentos. Esses são alguns aspectos da vida de todo mundo. Mas quando você tem o transtorno de personalidade borderline, é muito comum que todos eles estejam uma bagunça.

Isso porque o transtorno de personalidade borderline ou limítrofe é caracterizado por emoções e comportamentos extremos. E sintomas como instabilidade emocional, impulsividade, insegurança, sentimento de rejeição e problemas nos relacionamentos e nas relações sociais também são comuns na vida dessas pessoas.

Apesar de afetar apenas 1,6% dos seres humanos, a desinformação sobre essa doença faz a vida de quem sofre com ela ainda pior. Por isso, neste texto, você vai entender o que é borderline, os sintomas, os tipos de pacientes e os tratamentos. Assim, poderá ajudar alguém ou mesmo se ajudar.

O que é borderline e quais os sintomas?

transtorno de personalidade borderline

Borderline é uma doença mental identificada como um transtorno de personalidade.

Diferente de outras doenças psicológicas, como ansiedade e depressão, em que as pessoas sentem que algo está errado, um transtorno de personalidade é mais difícil de ser percebido por quem está sofrendo com aquilo. 

Isso porque é uma forma de agir e reagir, afetando tantas áreas da vida da pessoa que ela não consegue se dar conta.

Conheça os principais sintomas e características do transtorno de personalidade borderline:

Emoções e ações extremas 

Pessoas com borderline sentem as emoções com mais intensidade que a maioria. A emoção surge mais rápido, é mais dolorosa e demora mais tempo para passar. Por isso, quem tem o transtorno sofre mais com situações que para os outros podem parecer bobas.

Assim, elas podem reagir de maneiras extremas e impulsivas. Ataques de raiva, de ansiedade e de choro são muito comuns nesses casos. Essas atitudes afetam também as relações interpessoais e os relacionamentos.

Outros sintomas são alterações de humor e instabilidade emocional, o que algumas vezes faz com que a doença seja confundida com transtorno bipolar ou outros transtornos mentais. 

Medo de abandono, insegurança e baixa autoestima

Por ser um transtorno em que a pessoa sente que não está no controle das suas ações, quem tem borderline pode conviver com uma baixa autoestima. Além disso, o paciente muitas vezes tem uma imagem distorcida de si mesmo, seja do seu corpo ou da personalidade.

Tudo isso acaba criando um forte dependência emocional de outros, o que leva a outro sintoma importante: alta sensibilidade à rejeição, com um medo recorrente de ser abandonado a qualquer momento.

Automutilação e tentativa de suicídio

Muitas vezes para tentar aliviar uma emoção muito forte, como raiva ou ansiedade, a pessoa se machuca, o que é chamado de automutilação.

Às vezes, se cortar pode ser um jeito de comunicar que a pessoa precisa de ajuda. Outras vezes, pode ser um jeito de criar uma dor física para distrair de uma dor emocional. Entretanto, em todas as vezes, isso é um sinal muito forte de que você, seja amigo ou familiar, precisa ajudar essa pessoa a buscar ajuda o mais rápido possível, já que há risco de suicídio.

Cerca de 70% das pessoas com borderline tentam o suicídio pelo menos uma vez na vida. Então, não ignore os sinais que eles podem estar dando.

Tipos de transtorno de personalidade borderline


borderline

Podemos encontrar dois tipos de pessoas com o transtorno de personalidade limítrofe: de baixo e alto funcionamento.

Baixo funcionamento

É o que aqui vamos chamar de “castelo de cartas”, uma metáfora para deixar mais claro sobre o que se trata. Se você é parente ou próximo de alguém com esse tipo de transtorno, sente que a pessoa vive de crise em crise.

É muito comum quem tem borderline lidar com os sentimentos e pensamentos desenfreados. Isso aparece com atitudes perigosas, como automutilação, abuso de álcool e drogas e pensamento frequente em cometer suicídio. 

Nessas horas, você, como alguém que se importa com essa pessoa e faz o seu melhor para ajudar,  conversa com ela e mostra seu apoio. Entretanto, depois que finalmente parece que a tempestade passou, você vê que começa tudo de novo, seja uns dias depois, na próxima semana ou, com sorte, no mês seguinte. 

É por isso que quem convive com alguém assim tem a sensação de que está tentando proteger um castelo de cartas, que pode desmoronar a qualquer momento.

Alto funcionamento

Já o borderline de alto funcionamento, que aqui vamos chamar de porco-espinho, passa uma sensação completamente diferente. Esse tipo de pessoa também sofre com o mesmo a desregulação emocional. Entretanto, ela responde de um jeito diferente, com raiva e acusações.

Basicamente ela coloca a culpa nos outros, como se eles fossem a fonte do sofrimento. Então, quem convive com esse tipo de borderline se sente criticado por qualquer coisa que faz.

Se você está feliz, a pessoa te chama de egoísta por não estar prestando atenção no sofrimento dela. Porém, se você pergunta como a ela está, ela diz que você está tentando controlá-la e o acusa de tentar sufocar. 

É como se não houvesse resposta certa. De tanto conviver com essas críticas, é muito comum que você comece a pensar que o problema é com você mesmo.

É por isso que amigos neste tipo de borderline sentem como se estivessem lidando com um porco-espinho, que machuca qualquer um que tentar se aproximar. 

Lidando com os dois tipos

Então basicamente um borderline castelo de cartas lida com o seu sofrimento se machucando, enquanto um borderline porco-espinho lida com esse mesmo tipo de sofrimento machucando os outros. 

Porém, apesar de essas duas categorias serem bem separadas na teoria, na vida real é perfeitamente possível que você encontre alguém que responde de maneiras diferentes para situações diferentes. Por exemplo: colocando toda a culpa nos outros nas suas dificuldades no trabalho, mas colocando toda a culpa em si para os seus relacionamentos com outras pessoas. 

Muitas pessoas julgam quem sofre desse transtorno como manipuladores, pois eles forçam as pessoas para longe ou exigem atenção demais para si, mais do que a gente consegue dar. Na verdade, esse rótulo é injusto, pois as atitudes e reações extremas não são malvadas por natureza. 

É que quem tem borderline realmente acredita de todo o coração que todo mundo com quem ele se importa ou que se importa com ele, pode abandoná-lo a qualquer momento. Então, a pessoa pede ajuda do único jeito que ela sabe fazer.

Tratamentos para transtorno borderline

Casal conversando praticando inteligencia emocional

Por fim, é importante dizer que uma pessoa com borderline pode viver uma vida plena com a ajuda de um psicoterapeuta e um psiquiatria. 

O psicoterapeuta ajuda a conhecer as emoções e aprender a lidar com cada uma delas. Ele também vai ensinar técnicas para lidar com situações de crise sem ter que se machucar ou se cortar. Por isso, terapia cognitivo-comportamental ajuda muito nesses casos.

Já o psiquiatra vai pensar em como algum remédio, como estabilizadores de humor, pode ajudar a equilibrar a química do cérebro para enfrentar esse desafio. Com terapia, medicação e muita dedicação, é possível sim enfrentar o borderline e descobrir forças que a pessoa nem imaginava que tinha, resultando em mais qualidade de vida. 

Tratamento com a Eurekka

sede presencial da Eurekka

A Eurekka é uma clínica de psicologia que atende de forma presencial e também online. Isso faz com que a gente possa atender pessoas de todo o Brasil e de qualquer parte do mundo!

Então, se você tem borderline ou simplesmente acha que precisa de terapia por qualquer motivo, podemos te ajudar. Fique à vontade para marcar uma conversa inicial com um de nossos terapeutas, clicando aqui!

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