Câncer de mama: sintomas, tipos e tratamentos

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O câncer de mama é uma doença que ocorre quando as células da mama passam a se multiplicar de forma desordenada e descontrolada, formando um tumor maligno. Atinge principalmente mulheres acima de 50 anos, podendo aparecer antes.

Trata-se do tipo de câncer que mais mata mulheres em todo o mundo, apesar de representar cerca de 24% do total de casos de câncer em pessoas do sexo feminino. Já nos homens, ele é bem raro, representando apenas 1% dos casos.

E quando não é tratado de forma rápida, o câncer de mama pode invadir outros órgãos, causando metástase. Por isso, a detecção precoce é de extrema importância, pois salva vidas.

Neste texto, você vai saber quais os sinais e sintomas do câncer de mama, os tipos e fatores de risco. Vai entender também a importância da detecção precoce e como é feito o diagnóstico, além do tratamento.

Sinais e sintomas do câncer de mama

câncer de mama

Existem alguns sinais e sintomas que a mulher ( e o homem também) deve ficar atenta para o câncer de mama:

  • Alterações na pele da mama (por exemplo a pele fica enrugada, parecendo uma casca de laranja)
  • Saída de secreção do mamilo
  • Retração do mamilo (ele fica menor ou para dentro)
  • Nódulo (caroço) palpável, fixo e indolor na mama
  • Pequenos nódulos palpáveis no pescoço e/ou na axila

Mas se você alguns desses sintomas, não se desespere! Porque pode ser de uma doença benigna. Por isso você deve procurar um médico que vai te orientar melhor.

Estatísticas

O câncer de mama pode ser genético (5-10% dos casos) ou adquirido quando a pessoa tem o câncer mas não tem histórico familiar (90-95% dos casos).

A estatística do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para os anos de 2020/2022 é que, em cada um desses anos, haja 66.280 casos novos. Isso significa, mais ou menos, que a cada 100 mil mulheres, 61 terão câncer de mama nos próximos dois anos.

O câncer de mama é o segundo mais comum entre mulheres no mundo e na maior parte do Brasil, atrás apenas de casos de câncer de colo do útero. Na Região Norte, também fica atrás do câncer de colo do útero. 

Além disso, ele é a quinta causa de morte por câncer em geral mas a maior causa de morte por câncer em mulheres. Abaixo dos 35 anos é raro, mas pode acontecer. Contudo, como já dito, a maior incidência é acima dos 50 anos.

Tipos de Câncer de Mama de acordo com a disseminação

câncer de mama

O câncer de mama é classificado de acordo com a disseminação pelo corpo da seguinte forma: 

  • Não invasivo ou “in situ”: é quando o tumor ainda não chegou totalmente na glândula mamária e é considerado um “pré câncer” que recebe o nome de “in situ”. Dessa forma, ele pode ser um carcinoma ductal in situ (maioria dos casos) ou um carcinoma lobular in situ. No primeiro, ele atinge o ducto da glândula mamária, que é por onde o leite passa para sair pelo mamilo. Já no segundo, ele atinge o lóbulo da glândula mamária, local onde se produz o leite.
  • Invasivo: quando o tumor invadiu a glândula. Nesse caso ele pode ser:
    • Carcinoma ductal invasivo – 70-80% dos casos;
    • Carcinoma lobular invasivo;
    • Carcinoma com características medulares; 
    • Carcinoma mucinoso, também chamado de coloidal; 
    • Carcinoma tubular.

Classificação pela presença de receptores hormonais

Pode, ainda, ter outra classificação, que é de acordo com os receptores hormonais que tem no câncer. Existem 3 receptores que podem ter no tumor: receptor de estrógeno (ER), de progesterona (PR) e de fator de crescimento epidermal humano 2 (HER2). Assim, o câncer pode ser:

  • ER positivo e HER2 negativo
  • HER2 positivo (com ER positivo ou negativo) 
  • Triplo negativo (ER, PR, HER2 negativo)

    Essa informação é importante para escolher o melhor tratamento, como vai ser explicado a seguir.

Tipos de Câncer de mama menos comuns

Há, ainda, outras doenças da mama que podem evoluir para câncer, são elas:

  • Doença de Paget:é um tipo raro de câncer de mama que afeta a pele do mamilo e da aréola. Por isso ele se manifesta com irritação, coceira, vermelhidão, descamação e queimação no local. Na maioria das vezes ele aparece junto com carcinoma ductal in situ ou carcinoma ductal invasivo. O tratamento é feito com cirurgia para tirar a mama (mastectomia) e pode ser feito radioterapia.
  • Tumor de filoide: é um tumor geralmente grande (4 a 5 cm) que pode se tornar câncer em metade das vezes. Assim, ele corresponde a < 1% dos cânceres de mama. Nesse caso, o melhor tratamento é a cirurgia para retirada do tumor. Pode ser preciso fazer radioterapia em alguns casos, mas, se não tiver metástases, geralmente o prognóstico costuma ser bom.
  • Angiossarcoma: é um tumor raro, de aproximadamente 5cm, indolor que faz um aumento de toda a mama, pode ser de cor violeta ou negro. Ele começa nas células que envolvem os vasos sanguíneos e linfáticos e pode aparecer como uma sequela de radioterapia no local.

Importância da detecção precoce

Ilustração exame de mama

É muito importante fazer autoexame das mamas. O melhor momento de fazer o exame em mulheres, em idade fértil, é logo após o fim do ciclo menstrual. Já a melhor posição é aquela em que a mulher estica o braço para cima e apalpa a mama com a mão do outro lado.

Além disso, consultas periódicas ao ginecologistas e mamografia são essenciais. A mamografia é indicada anualmente a partir dos 40 anos, mas é essencial a partir dos 50. A partir disso, é possível detectar o câncer quando ele ainda está no estágio inicial. Isso diminui a mortalidade e aumenta as chances de cura da paciente.

É importante lembrar que a grande maioria (90%) dos nódulos que se percebe no autoexame não são malignos. Por isso, se você sentir um nódulo na sua mama, não se desespere! Procure um médico para orientar a investigação.

Prevenção

Não existe prevenção do câncer de mama, porque não existe nada que se possa fazer para evitar esse câncer. Porém, existe rastreamento para detecção precoce. Ou seja, é possível, através de autoexame, consultas ao ginecologista e mamografia, fazer uma detecção do câncer ainda nos estágio iniciais. Com isso, como dito anteriormente, acontece um aumento das chances de cura e uma queda da mortalidade.

A campanha do Outubro Rosa incentiva essa detecção precoce, por isso ela é tão importante. 

Pesquisa de BRCA

Eventualmente, em caso de vários casos de câncer de mama na família, é útil fazer uma pesquisa de BRCA. O BRCA é um gene que aumenta muito o risco de câncer de mama. Se o BRCA estiver presente é recomendado retirar a mama antes que ela possa desenvolver câncer. É o que a atriz Angelina Jolie fez, por exemplo.

Fatores de Risco

Existem vários fatores de risco para câncer de mama. São eles:

  • Tumor anterior na mama;
  • Parentes de primeiro grau com câncer de mama;
  • Fumar;
  • Beber;
  • Obesidade;
  • Algum tipo de câncer anterior;
  • Terapia de reposição hormonal em altas doses.

Diagnóstico

Imagem estetoscópio médico

O diagnóstico só pode ser feito pelo médico que vai examinar a mama e pedir exames.

Entre os exames, a mamografia é o principal pedido para avaliar se há câncer de mama. Caso tenha algo de suspeito na mamografia, então é pedido uma biópsia para confirmar o diagnóstico e avaliar se tem receptores hormonais no tumor.

Além desses exames, outros como ressonância magnética e PET-CT são necessários para procurar metástase.

Em pacientes jovens ou com mama muito densa o ultrassom ajuda na investigação além da mamografia.

Tratamento do câncer de mama

câncer de mama cirurgia

O tipo de câncer e o grau em que ele estava quando foi diagnosticado são informações importantes para a definição do tratamento. Mas o tratamento é cirúrgico na grande parte das vezes, com retirada do tumor ou até de toda mama.

Se tiver metástase, a cirurgia é acompanhada de quimioterapia e/ou radioterapia, que podem ser feitas tanto antes da cirurgia, quanto depois. 

Existe, ainda, a terapia hormonal, usada somente quando são identificados receptores hormonais no tumor (ER, PR, HER2). Ela é chamada de terapia alvo por ser mais específica, por isso tem maiores chances de sucesso. Porém, não se trata assim todos os tipos de cânceres. Além disso, é uma terapia mais cara e que ainda está sendo estudada.

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