fbpx
Escolha uma Página

Seja bem vindo a mais um texto da nossa série sobre depressão. O texto de hoje é sobre como lidar com uma pessoa com distimia. Além de retomar o que é distimia, quais são as causas e os sintomas, você vai aprender, até o fim desse texto, como ajudar alguém que tem distimia.

Essa pessoa pode ser o seu irmão, o seu noivo, o seu namorado, o seu pai, a sua mãe etc. Então, lê o texto até o final para entender como lidar com cada um desses casos.

O que é a distimia?

Distimia é um transtorno de humor, também conhecido como Transtorno Depressivo Persistente. A principal característica da distimia é que a pessoa tem sintomas de depressão leve, que persistem por dois anos ou mais.

Esses sintomas são:

  • Baixo ânimo;
  • Baixa capacidade de sentir prazer;
  • Tristeza constante.

Para que a pessoa seja diagnosticada com distimia, além desses sintomas, ela também deve ter problemas no sono ou na alimentação, ou seja, insônia, hipersonia, alto apetite, baixo apetite e variações de peso.

O que pode causar a distimia?

Como vários outros transtornos mentais, a distimia não tem uma única causa, mas sim vários fatores que aumentam ou diminuem a chance de você ter distimia.

Esses fatores podem ser genéticos, como a incidência de transtornos mentais na sua família, assim como esses fatores podem ser de estilo vida – alimentação, sono e prática de exercícios físicos -, assim como um evento traumático, como uma violência, abuso ou a morte de alguém importante.

Qual é a diferença entre depressão e distimia?

Existem duas grandes diferenças entre depressão e distimia. A primeira delas é a mais importante:

Duração dos sintomas

Uma depressão comum pode durar, em média, de 3 meses até 12 meses. Enquanto isso, a  distimia só pode ser diagnosticada se os sintomas durarem mais de dois anos.

É por isso que a distimia, hoje, é chamada oficialmente de Transtorno Depressivo Persistente. Afinal, a principal característica dela é que os sintomas persistem por muito tempo.

Intensidade dos sintomas

Uma depressão comum pode durar menos tempo, mas os sintomas normalmente são mais intensos. Ou seja, a pessoa com depressão sente um desânimo extremo, muito mais baixo do que o normal para ela, assim como variações extremas de sono, variações extremas de apetite, de peso e da capacidade de sentir prazer nas coisas.

A pessoa com distimia sente todos esses sintomas, mas numa intensidade menor. Essa persistência dos sintomas, inclusive, faz com que muitas pessoas com distimia não percebam que têm distimia. Isso porque os sintomas estão há tanto tempo presentes, que a pessoa começa a sentir que eles fazem parte da sua personalidade.

Como tratar a distimia?

O tratamento para distimia que a Eurekka recomenda é o mesmo tratamento que a Eurekka recomenda para depressão.

Esse tratamento se chama ativação comportamental e está baseado na ideia de reconectar você com atividades prazerosas e produtivas. A vida de uma pessoa com depressão, ou com distimia, é marcada por uma desconexão de atividades que faziam ela se sentir bem e se sentir útil.

Terapia de ativação comportamental ajuda a pessoa a se reconectar com uma rotina que seja prazerosa e produtiva, em pequenos passinhos. Além da terapia de ativação comportamental, também é recomendável buscar um psiquiatra, pra ver se remédios podem ajudar no seu caso. Também, vale muito a pena investir em mudanças de hábitos alimentares de sono e de exercício físico.

Dicas de especialista para aprender como lidar com uma pessoa com distimia

Agora, aqui vão cinco dicas de especialista para aprender como lidar com uma pessoa com distimia. Pode ser muito doloroso conviver com alguém que acredita que essa tristeza constante já faz parte de quem ela é. Isso pode fazer, por exemplo, com que a pessoa desista das coisas antes mesmo de começar as coisas e tenha um super prejuízo na sua auto estima.

1. Converse sobre a distimia

Puxe a pessoa para uma conversa e explique para ela o que você aprendeu neste texto. Durante essa conversa, não trate ela como se você já soubesse a resposta e já tivesse certeza de que ela tem distimia.

Em vez disso, mostre para ela as diferenças que existem entre depressão e distimia, perguntando se ela se identifica com algum dos sintomas. Saber que a distimia pode ser tratada, talvez, ajude a pessoa a encontrar motivação para fazer as mudanças necessárias na vida dela.

2. Fique atento a sinais de isolamento

É muito comum que pessoas com distimia tenham momentos ainda mais tristes, em que elas desenvolvem depressão. Nos casos de distimia, como o humor da pessoa já é mais baixo, a gente chama esses momentos de depressão dupla.

Como amigo ou familiar, você precisa estar atento a momentos em que esse humor, que já é baixo, começa a ficar mais baixo, para tomar as atitudes necessárias, a fim de garantir que a pessoa não entre em depressão.

3. Seja um parceiro de atividades físicas

O exercício físico é uma prática muito poderosa para mudar a química do seu cérebro e afetar os hormônios e neurotransmissores que têm a ver com a regulação do humor.

Existe muita evidência de que praticar exercício físico com regularidade aumenta o seu humor normal. Então, se você quer ser uma influência positiva para alguém com distimia, seja um parceiro de exercício físico para essa pessoa.

4. Seja um parceiro de atividades sociais

É muito comum que a pessoa com distimia se isole de atividades sociais. A baixa auto estima, que acompanha distimia, pode fazer com que a pessoa se sinta feia, inadequada e rejeitada, nessas situações.

É por isso que você, como um familiar ou amigo, pode se colocar como o apoio que faz com que essas atividades sociais sejam mais divertidas e engajantes para a pessoa.

5. Pergunte sobre como ajudar

Se você quer aprender como lidar com uma pessoa com distimia, talvez uma ótima ideia seja perguntar para a pessoa como ela quer ser ajudada.

Por mais que a distimia seja um diagnóstico reconhecido, cada distimia é uma distimia. Cada pessoa vai conhecer suas peculiaridades e melhor jeito que ela gosta de ser ajudado.

Um dos grandes pilares do tratamento para distimia é o apoio social. Se você seguir as cinco dicas desse texto, eu tenho certeza que você pode se tornar um grande apoio social para a pessoa que você ama, que tem distimia.

Terapia para familiares e amigos de pessoas com distimia

Por fim, eu quero falar para você sobre a terapia para familiares e amigos de pessoas com distimia. É impossível cuidar bem de uma pessoa com distimia se você não dedicar tempo para cuidar de si mesmo.

A terapia da Eurekka ajuda familiares e amigos de pessoas com distimia a lidar melhor com essas pessoas e a cuidar mais de si, também. Eu quero te convidar, então, a dar uma olhada nesse link, que explica com todos os detalhes como funciona a terapia.

Se você quiser assistir um vídeo, de um do nossos terapeutas falando sobre a distimia e como lidar com uma pessoa com distimia, clica aqui!

Muito obrigado por ter chegado até aqui! A gente quer interagir com você, então pode comentar aqui embaixo que a gente promete responder, tá?