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Hoje, eu quero falar com você sobre depressão refratária, também conhecida como depressão resistente ao tratamento. Até o fim do post, você vai entender o que é depressão refratária, como identificar a depressão refratária e quais são os tratamentos para esse transtorno depressivo refratário.

O que é depressão refratária?

Depressão refratária é o nome que os profissionais da saúde dão para um caso de depressão que não teve a remissão dos sintomas depois do tratamento com remédios. Ou seja, se depois de finalizar o tratamento convencional com antidepressivos os sintomas não melhoraram, então a pessoa é diagnosticada com depressão refratária.

Muita gente acha que depressão refratária é um transtorno raro, mas na verdade ele é muito mais comum do que você imagina. Afinal, 50% das pessoas que fazem o tratamento com antidepressivos não têm a remissão dos sintomas. Por isso, não se sinta sozinho se você está frustrado que o tratamento com medicamentos não melhorou totalmente a sua depressão.

Como identificar a depressão refratária? 

O critério mais importante para dizer se alguém tem depressão refratária é que ela tenha feito o tratamento completo e que os sintomas da depressão não tenham melhorado. Se os sintomas melhoraram um pouco, mas a pessoa ainda tem sinais de depressão o suficiente para receber o diagnóstico de depressão, então a pessoa tem depressão refratária. 

É muito importante dizer que a depressão refratária é uma depressão que resiste ao tratamento com remédios. Ter depressão refratária, portanto, não significa que você é “imune” à psicoterapia ou métodos de mudança de hábitos, por exemplo.

Quais são as causas da depressão refratária? 

Não existe apenas uma causa para depressão refratária, mas sim vários fatores que aumentam ou diminuem a chance de você ser resistente ao tratamento.

Desistir do tratamento com remédios antes dele ter finalizado

Um desses principais fatores é se você desistiu do tratamento com remédios antes dele ter finalizado. Isso pode ter interrompido o ciclo do remédio antes que os efeitos benéficos pudessem ter aparecido.

Dosagem incorreta do remédio

Outro fator pode ser uma dose incorreta do remédio. O seu médico ou psiquiatra pode ter receitado uma dose do remédio muito abaixo do necessário para o seu corpo criar os efeitos terapêuticos desejados.

Diagnóstico incorreto

Ou ainda, outro fator pode ser um diagnóstico feito errado. O seu psiquiatra ou médico pode ter feito o diagnóstico de depressão, mas na verdade você tem o diagnóstico de bipolaridade ou de borderline, ou outro que precisasse de outro medicamento. Esses são alguns dos fatores que podem aumentar a chance de você ter depressão refratária.

Quais são os sintomas da depressão refratária? 

Os sintomas da depressão refratária são os mesmos da depressão. O termo “depressão refratária” é só um termo utilizado pelos profissionais da saúde para indicar que aquela pessoa passou pelo tratamento, mas que os sintomas não foram embora. E como você já deve saber, os cinco sintomas principais da depressão são:

  • O humor mais deprimido na maior parte dos dias; 
  • Alterações no seu sono, tanto para cima quanto para baixo; 
  • Alterações no seu peso e no seu apetite, tanto para cima quanto para baixo; 
  • Dificuldade de sentir prazer nas atividades diárias; 
  • Maior dificuldade em se concentrar nas tarefas.

Quais são os possíveis tratamentos para o combate da depressão refratária? 

Psicoterapia

Primeiro de tudo, é muito recomendável que você faça psicoterapia. A sua depressão ser resistente a remédios não significa de maneira nenhuma que ela é resistente à terapia. Por isso, fazer uma terapia comportamental, focada em mudança de hábitos e aumento do prazer e da produtividade da sua rotina, pode ser a sua melhor opção para dar o primeiro passo para curar os sintomas da depressão. 

Troca da medicação

Outra opção muito importante é conversar com seu psiquiatra sobre trocar os remédios. A sua resistência a um tipo de remédio pode não ser a mesma resistência a outro tipo de remédio. É muito comum que a pessoa com depressão não se adapte aos primeiros remédios que o psiquiatra receita e precise trocar a marca ou o tipo de remédio. 

Eletroconvulsoterapia

Um terceiro tratamento é eletroconvulsoterapia. Na eletroconvulsoterapia você passa por um procedimento em que você recebe choques elétricos em partes específicas do seu cérebro, e isso promove uma melhora de alguns sintomas da depressão.

Quando você escuta a ideia de choque elétrico, talvez você imagine uma câmara de tortura em que vão prender você e fazer você tremer numa cadeira. Mas a eletroconvulsoterapia não é isso.

Ela é um tratamento que você faz voluntariamente, que não tem dor, em que você recebe anestesia e tem pouquíssimos efeitos colaterais. Felizmente, a ciência já avançou muito desde a época em que se usava eletrochoque para torturar as pessoas e acalmar pessoas rebeldes. Então, a eletroconvulsoterapia é muito mais terapêutica do que isso.

Potencializador de antidepressivo

Por fim, também vale a pena conversar com o seu psiquiatra sobre adicionar novos remédios. Muitos pacientes percebem uma melhora grande nos sintomas de depressão quando eles mantêm um remédio que eles já estão tomando e adicionam um novo remédio de uma outra categoria.

Assim, junto com o remédio antidepressivo, a pessoa pode tomar um estabilizador de humor, um benzodiazepínico, ou outra categoria de remédio, e essa mudança potencializa o antidepressivo que estava resistente.

Quanto tempo demora para o médico descobrir que o remédio não faz efeito? 

O tempo que demora para um médico descobrir que o remédio não faz efeito naturalmente depende de qual remédio é. É por isso que é tão importante você ter conversas sinceras e abertas com o seu psiquiatra.

Ele é o especialista que vai dizer para você quanto tempo você deve esperar para ver os efeitos daquele remédio. Como regra geral, é possível ver se o remédio está funcionando a partir de três meses, mas ainda assim é essencial você conversar com seu médico ou psiquiatra.

É sempre preciso usar um potencializador de antidepressivo nos casos de depressão refratária? 

Não, nem sempre o seu médico vai receitar um potencializador de antidepressivo. Muitas vezes você manter o remédio que você está usando e adicionar psicoterapia, exercício físico, mudança de hábitos, já vai ser o suficiente para desbloquear a regeneração dos sintomas.

É possível que o paciente tenha alguma intolerância ao medicamento? 

Sim, existe uma hipótese de que alguns pacientes têm tolerância aos medicamentos mais comuns contra a depressão, que são os inibidores seletivos da recaptação da serotonina. No entanto, ainda não existe um teste laboratorial para determinar se a pessoa tem essa resistência antes de começar o tratamento. 

O profissional testa medicamentos diferentes até encontrar o ideal? 

A resposta é sim, uma boa parte do trabalho do seu psiquiatra encontrar, testando e errando, o medicamento que mais faz sentido para seu corpo.

Infelizmente, a gente ainda não entende perfeitamente o cérebro humano e o corpo humano, e é por isso que muito do trabalho do médico é manter você motivado e fazer vários experimentos até encontrar a combinação certa de remédios para você.

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Confira um dos terapeutas da Eurekka falando sobre o assunto:

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