E aí pessoal, tudo bem? Sejam muito bem-vindos a mais um texto do nosso blog. No texto de hoje, vamos conversar sobre um tema que vocês têm muita dúvida e perguntam quase todo dia lá no Instagram: depressão!

Fiquem até o fim para saber mais sobre esse tema e aprender técnicas e estratégias para melhorar a sua saúde mental e a de quem você ama! Interessou? Então vamos lá!

Principais sintomas de depressão

A depressão é um transtorno psicológico e, sendo assim, não existe um teste único ou exame de laboratório que indique que alguém tem ou não depressão.

A presença dela é algo que concluímos quando observamos um conjunto de vários sintomas emocionais e também físicos. A seguir, veremos alguns desses sintomas.

Sintomas emocionais:

  • Tristeza persistente em diferentes intensidades;
  • Desinteresse por atividades que antes empolgavam;
  • Dificuldade constante para se concentrar;
  • Baixa consideração por si mesmo, sentir-se sem valor;
  • Dificuldade de sentir prazer e emoções positivas;
  • Pensar em morte ou fazer um plano para suicídio.

Sintomas físicos:

  • A pessoa começa a perceber:
  • Cansaço que nunca passa;
  • Muito sono ou insônia;
  • Agitação motora ou lentidão dos movimentos;
  • Muito apetite ou nada de fome – o que pode levar a ganhar ou perder peso.

Diferença entre ansiedade e depressão

Ansiedade e depressão são as duas maiores causas de sofrimento mental no mundo, o que acaba chamando a atenção da mídia. E isso, naturalmente, gera confusão, especialmente quando as pessoas começam a se identificar como “ansiosas” ou “deprimidas” sem saber direito o que isso significa.

O que é ansiedade?

A ansiedade é uma resposta natural do corpo que todos temos – e quando é excessiva, gera transtornos ansiosos.

Ou seja, a pessoa interpreta que situações neutras ou só um pouco ameaçadoras são muito perigosas. Dessa forma, ela fica atenta a tudo ao mesmo tempo e tensa o tempo todo, como se estivesse se preparando para um leão atacar ela do nada.

O que é depressão?

Já a depressão é quando o organismo deixa de reagir aos desafios do ambiente. Ou seja, a pessoa para de sentir vontade ou capacidade de viver e de buscar uma vida plena. O leão aparece e ela fica ali, se sentindo incapaz de reagir, sentindo que não há nada que ela possa fazer: o leão vai engolir ela; ela já nem foge.

Relação entre tristeza e depressão

A tristeza é uma emoção normal e importante para a nossa saúde emocional, que todos os seres humanos saudáveis sentem. Normalmente, ficamos tristes quando perdemos algo ou alguém que amamos;  quando somos rejeitados; quando não nos saímos bem em alguma atividade etc.

Muitas vezes, a depressão é uma experiência de se sentir triste o tempo todo, independentemente de o que está acontecendo. Ou seja, é uma tristeza fora de contexto.

É comum pessoas deprimidas dizerem “Eu tenho tudo! Não era para eu estar triste!” ou, pior, ouvem de familiares que “Você tem tudo! Está reclamando do quê? Fique feliz pelo que você tem!”. Mas a depressão ocorre quando a pessoa não consegue desfrutar da vida.

Como identificar o quadro depressivo?

Dizemos que uma pessoa tem um quadro depressivo quando ela está sofrendo, triste ou desinteressada na maior parte do dia, quase todos os dias. E ainda por cima, está tendo pelo menos 3 outros sintomas emocionais ou físicos – por pelo menos duas semanas contínuas.

Esses sintomas que a gente listou até agora são os mais comuns, ou seja, aqueles que aparecem para a maioria das pessoas. No entanto, quem convive com a depressão aprende que pode ter uns comportamentos seus que indicam que ela está entrando em um quadro depressivo.

Por exemplo, uma mãe super organizada que, de repente, não consegue mais dar conta de lavar as roupas dos filhos, mesmo sem estar ocupada; um rapaz super dedicado à aparência que passa vários dias sem pentear o cabelo. Se você que está lendo já teve depressão antes, saberia hoje identificar os seus sinais?

Fatores de risco

Sabemos que algumas pessoas têm mais chance de ter depressão. Aquilo que as pesquisas científicas encontraram que aumenta a chance de alguém ter depressão é chamado “fator de risco”. Aqui, listamos alguns dos principais fatores de risco:

  • Ter histórico familiar de depressão;
  • Estar com uma doença grave ou em internação hospitalar;
  • Passar por um estresse muito grande ou um trauma;
  • Perder uma pessoa querida por falecimento ou separação;
  • Perder o emprego ou fonte de renda;
  • Usar drogas.

Tipos de depressão

Talvez você já tenha percebido que nem toda depressão é igual. Na verdade, “depressão” é um termo amplo que diz respeito a vários diagnósticos diferentes e a vários entendimentos populares diferentes. Agora, vamos abordar um pouco os tipos de depressão que vocês mais têm dúvida:

Episódio depressivo

O episódio depressivo é como o quadro depressivo, aqueles sintomas que já falamos, durando pelo menos aquelas duas semanas. Mas beleza, esse você já entendeu!

Ah, é comum o episódio depressivo passar sozinho, dependendo do que acontecer na vida da pessoa, mas não dá pra contar com isso. Por esse motivo, o melhor sempre é procurar um psicólogo para entender porque o episódio aconteceu e prevenir os danos que ele possa vir a causar, se voltar a acontecer.

Depressão profunda

“Depressão profunda” é um jeito que popularmente as pessoas chamam quando estão preocupados com alguém que está deprimido há muito mais do que duas semanas, ou de forma muito intensa – pensando em morrer por exemplo. Afinal, nem todo mundo com depressão pensa nisso!

Seria um tipo mais grave de depressão, que dificilmente passa sozinho, porque já está bem firme e estabelecido na vida da pessoa.

Depressão bipolar

Algumas pessoas têm depressão em alguns meses, e em outros meses vivem uma euforia intensa, até mesmo perigosa. Elas ficam empolgadas com tudo e podem comportar-se de forma “exagerada” – bebendo muito, gastando muito dinheiro, namorando várias pessoas diferentes etc.

É importante diferenciar uma depressão que ocorre nesse contexto, de um possível transtorno bipolar. Porque, nesse caso, tomar medicamentos antidepressivos pode levar a pessoa a entrar no outro “polo” e ter comportamentos perigosos e arriscados para si mesma. Assim, o tratamento da depressão “comum” e da depressão bipolar é diferente, ok?

Distimia

Antigamente, distimia era o nome usado para falar de depressão persistente. Já fizemos um texto aqui no blog todo sobre distimia, que é uma depressão bem longa, geralmente menos intensa (mas não menos importante).

Leia mais sobre Distimia:

Depressão atípica

Você já entendeu que a depressão não se encaixa sempre em um único “molde”, né? A depressão atípica é um termo que usamos para designar a depressão das pessoas que conseguem sentir algum prazer ou felicidade às vezes quando acontece alguma coisa boa (sendo que o “típico” na depressão é não conseguir).

Elas também conseguem dormir muito – mas nunca se sentem descansadas – (sendo que o “típico” na depressão muitas vezes é insônia) e conseguem fingir que estão bem para as outras pessoas, porque não deixam de realizar as tarefas do cotidiano – ainda que, por dentro, estejam em muito sofrimento.

Depressão sazonal

A depressão sazonal é comum em pessoas que moram em regiões do mundo onde há estações do ano muito marcadas – e no inverno há bem menos luminosidade e calor do que no verão.

Nesse sentido, os dias serem frios, escuros e, muitas vezes, pouco divertidos, pode ser um gatilho para que, quase sempre, na mesma época do ano, uma pessoa fique deprimida. Não é tão comum no Brasil, mas pode acontecer.

Depressão pós-parto

É bem normal que depois de um parto – que é uma experiência intensa e cansativa – as mulheres fiquem mais cansadas e tristes. Infelizmente, esse cansaço e tristeza podem evoluir para uma depressão. Porque os sintomas são praticamente os mesmos da depressão, ainda com a possibilidade extra de a mãe ter dificuldade de se conectar e cuidar do bebê como ela cuidaria se não estivesse deprimida.

Isso gera pensamentos de não ser boa mãe e de não ser boa em nada. Esse tipo de depressão precisa ser levado muito a sério, porque pode se agravar e colocar a mãe e o bebê em risco!

Depressão psicótica

É possível que, durante a depressão, a pessoa tenha delírios (acreditar em histórias que não são verdade, como que o governo está espionando ela) ou alucinações (ver coisas que ninguém mais consegue ver).

Esses casos são mais graves e apresentam maior risco de suicídio, além de serem mais complicados de tratar. Por isso, é muito importante que, se você observar que alguém que você conhece está delirando ou alucinando, você possa avisar a família, o médico ou o psicólogo da pessoa.

Como prevenir a depressão?

Você já viu que existem muitas depressões diferentes – e que cada pessoa vai ter uma história única com a depressão. Mesmo assim, de modo geral, existem maneiras de se proteger contra a depressão!

Primeiro, é importante manter o corpo saudável. E aqui estou falando de tudo que você já sabe que deveria estar fazendo – cuidando da alimentação, do sono, mantendo uma rotina de exercícios físicos, indo regularmente no médico pra verificar que tá tudo bem…

Também, é importante ter uma vida social saudável: você tem conversado com as pessoas que você ama? Tem procurado manter as amizades e relacionamentos, ou até fazer novos amigos? Já se afastou das pessoas que fazem mal pra você?

E por fim, você tem sentido que sua vida tem importância? Você está se comprometendo a fazer as coisas que são, na sua opinião, importantes? Cuidar dessas três coisas (corpo, conexão social e propósito) enfraquecem o poder da depressão!

Como saber se a pessoa sofre de depressão?

Dizemos que uma pessoa tem um quadro depressivo quando ela está sofrendo por tristeza ou desinteressada na maior parte do dia, quase todos os dias, e ainda por cima está tendo pelo menos 3 outros sintomas emocionais ou físicos, por pelo menos duas semanas contínuas.

No entanto, essa é uma descrição bem técnica. Mas digamos que você observa que a pessoa está com alguns dos sintomas, tem alguns dos fatores de risco, mas você ainda não têm certeza de se a situação é muito grave.

O que mais são características que apontam para a depressão e que a gente não falou ainda? Muitas vezes, a pessoa vai relatar uma desesperança quanto ao futuro, dizer que as coisas nunca vão melhorar.

Também, outro sinal é que de repente uma pessoa que nunca agiu de certa forma, passa a agir. Como por exemplo alguém que sempre foi caprichoso com a higiene pessoal e passa a não tomar banho, escovar os dentes ou pentear o cabelo.

Esses são comportamentos bem característicos e você pode ficar atento para se eles aparecerem em você ou em alguém que você gosta, está na hora de procurar terapia!

Diagnóstico de depressão

O diagnóstico de depressão só pode ser dado por um médico psiquiatra ou um psicólogo. Ele leva em consideração a maioria das coisas que estamos vendo nesse texto, além da própria experiência com o olhar clínico. Afinal, existem outras condições que podem se confundir com depressão e um bom profissional estará capacitado para fazer essa investigação.

O diagnóstico oficial só é dado quando se confirma que os sintomas não são explicados por outra doença, como hipotireoidismo, por exemplo – que é um problema hormonal que causa muitos sintomas semelhantes aos da depressão e requer um tratamento específico.

Tratamentos para depressão

Ainda que a depressão seja esse mal que tanto falamos hoje, ela tem tratamento! A seguir, listamos os melhores tratamentos para a depressão:

Psicoterapia

Existem diversos modelos diferentes de psicoterapia realizados por psicólogos mundo afora, então é importante a gente frisar que nem todas as psicoterapias vão funcionar para depressão com a mesma intensidade.

Terapias comportamentais e cognitivo-comportamentais são as que foram estudadas e mostraram mais resultados positivos nesses casos. Então, sempre que for possível, indicar pacientes com depressão para psicólogos que atendem nessas abordagens é o mais recomendado.

Exercícios

Talvez você tenha ouvido por aí que exercício físico é um antidepressivo natural. E com certeza é uma coisa que, inserida na rotina das pessoas, ajuda muito a manter o corpo saudável e prevenir depressão. Mas não chega a ser um tratamento, sabe?

Ainda assim, é parte de um conjunto de mudanças que um psicoterapeuta pode recomendar a você – mas não há garantia de que sozinho vai tratar depressão.

Remédios para depressão

Hoje em dia existe uma série de remédios para depressão que ajudam muita gente a melhorar. Eles podem ser úteis sempre que forem receitados e acompanhados de perto por um psiquiatra. Eles não têm efeito imediato, demoram cerca de dois meses para encontrar um equilíbrio no nosso organismo e combater a depressão mesmo.

É importante frisar que o remédio pode ajudar uma pessoa a conseguir ir na terapia e a cumprir as atividades e tarefas de terapia, principalmente se a depressão for grave ou duradoura.

Por isso, a combinação de psicoterapia e fármacos é a melhor opção, já que não há garantia de que o remédio vai ajudar a pessoa a aprender estratégias para viver melhor e não ter depressão grave de novo no futuro.

Resumindo: remédios ajudam a superar momentos difíceis; psicoterapia ajuda a construir uma vida mais saudável!

Atividades terapêuticas

Muitas pessoas dizem: “futebol é minha terapia”; “limpar a casa é minha terapia”; “ouvir o artista fulano de tal é minha terapia”, entre outras coisas. Quando falam isso, elas querem dizer que acharam uma atividade que faz bem para elas, que as ajuda a sentir mais no controle das emoções, a sentir mais satisfação.

É importante que você procure na vida tudo aquilo que é “terapêutico” pra você – sabendo que nem sempre vai ser a mesma coisa que é terapêutica para o outro.

Ao mesmo tempo, fique alerta para não cair em charlatanismos: não confie em “terapeutas” que prometem curar a depressão em dois dias, ou coisas do tipo. Existem muitos “terapeutas” sem formação que podem até passar informações erradas e piorar a sua saúde!

Depressão tem cura?

Depressão não é tipo catapora, que você pega uma vez e depois que você melhora você não tem mais porque o seu corpo desenvolveu todas as defesas necessárias.

Ou seja, quem já teve depressão pode ter de novo. E por isso a psicoterapia é importante (para aprender formas novas e mais saudáveis de viver), além de manter todos os hábitos de saúde física que a gente já comentou.

Alimentos para controlar a depressão

Se você procurar, você vai achar um monte de propaganda sobre alimentos que magicamente curam ou controlam a depressão. No entanto, não existe nenhuma evidência científica desse tipo de coisa.

Porém, o que sabemos é que uma dieta rica em açúcar refinado e alimentos ultraprocessados (como bolachas recheadas, salgadinhos e sucos adoçados) pode estimular em excesso os nossos neurotransmissores do prazer. Dessa forma, o seu corpo fica sempre pedindo mais açúcar para ter acesso a essa sensação prazerosa.

Também, pode te deixar mais cansado, menos disposto e dependente do “sugar rush” que esses alimentos proporcionam – aquela sensação de prazer logo após comer o seu doce preferido.

Prefira incluir na sua dieta mais alimentos in natura – frutas, legumes, grãos, carnes e ovos etc. – priorizando o preparo deles em casa, na medida do possível. Ainda assim, lembre que aqui o foco não é a perfeição e parar totalmente de comer açúcar, mas comer 1% mais saudável a cada dia, beleza?

Como vencer a depressão?

Para vencer a depressão, o primeiro passo é identificar a depressão. E para isso você precisa de informação sobre e coragem de olhar para si mesmo e talvez reconhecer que está passando por isso.

O segundo passo é buscar ajuda e recursos – contar com amigos, com livros e técnicas, com terapia e talvez medicação.

O terceiro passo é construir uma vida antidepressiva – cuidando da saúde do corpo e das emoções, aprendendo novas formas de se relacionar com os acontecimentos, com os pensamentos e consigo mesmo.

Aqui nesse texto, nós estamos lá no primeiro passo: informação. Então, vamos ir mais fundo e falar sobre aspectos específicos da depressão em diferentes fases da vida que quase ninguém comenta!

Depressão na adolescência

Muita gente acha – e está errado! – que adolescentes não têm depressão, porque eles são “naturalmente” dramáticos mesmo, e sentem tudo muito intensamente. Porém, segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS), a depressão é uma das principais causas de adoecimento na adolescência e, infelizmente, é muito raro que adolescentes recebam o tratamento.

O interessante é que 75% dos adultos com depressão tiveram depressão na adolescência. Ou seja, não é “só uma fase que depois passa”, como muitos pais e professores acreditam. Por isso, é super importante falar abertamente sobre depressão com os adolescentes e levar eles para terapia quando for necessário.

Depressão na terceira idade

A depressão na terceira idade é muito comum, principalmente relacionada à aposentadoria. Porque aposentados subitamente perdem a previsibilidade das suas rotinas, perdem a sensação de produtividade e perdem contato com colegas e amigos – já que no trabalho a gente geralmente socializa bastante.

Não é natural ou inevitável a depressão em idosos, apenas é muito comum. Ou seja, tem sim tratamento e é sim necessário buscar ajuda para essas pessoas. Muitos idosos que têm Alzheimer ou Parkinson também acabam ficando deprimidos e precisam receber tratamento para ambas as coisas!

Depressão em adultos

Como muitos adolescentes não recebem o tratamento do qual precisavam, é normalmente na vida adulta que as pessoas procuram terapia. Mas também outros adultos acabam, nessa fase, tendo o primeiro episódio depressivo de suas vidas.

Seja qual for o caso, nessa fase da vida, a maior parte das pessoas tem a independência financeira, o tempo e os recursos pessoais necessários para se beneficiar de um tratamento de depressão.

E uma depressão bem resolvida na vida adulta pode representar uma virada de chave, um recomeço, uma ressignificação de muito sofrimento e o início de uma jornada mais equilibrada e feliz.

Depressão na infância

Criança também pode ter depressão! No entanto, na infância, a irritabilidade e as birras serão mais comuns, em vez de tristeza e crises de choro melancólico. Então, é importante saber disso para não confundir uma depressão na infância com “malcriação”.

A gente precisa estar atento principalmente para crianças que passaram pela perda de algum familiar, mudança de escola, algum trauma (como presenciar um assalto), abandono, bullying…

Depressão no pós-parto

É importante que todas as gestantes e futuras mamães saibam que é esperado, no pós-parto, variações de humor, tristeza, cansaço e irritabilidade, para que elas não se assustem ou se sintam culpadas quando isso acontecer.

Existe culturalmente a ideia de que a mãe quando o filho nasce precisa ficar feliz, radiante, toda animada e… a realidade não é essa! Porque todo o estresse que o corpo passa no parto vai gerar efeitos emocionais e isso pode evoluir para uma depressão.

Nesse caso, é importante relatar sintomas de humor e pensamentos negativos persistentes para a equipe de saúde que acompanha a família ou procurar um psicólogo!

Complicações possíveis

A depressão sem tratamento pode ter complicações bem indesejadas, desde perda ou ganho de peso em níveis perigosos, perda de emprego ou reprovação acadêmica devido ao número de faltas, extremo isolamento social… até autolesões e suicídio.

Suicídio e depressão

A complicação mais grave da depressão é o suicídio. Existem vários mitos que precisamos desconstruir. Esses mitos são de que:

  • Falar sobre suicídio estimula as pessoas a se matarem;
  • Quem quer se matar não falar sobre isso;
  • Quem tenta e não consegue, acaba sobrevivendo, não vai se matar “de verdade” e só queria atenção.

Pessoas que falam sobre se matar e que têm tentativas anteriores estão sim em risco e precisam que a gente converse com elas, que a gente leve elas no médico e no psicólogo.

Outra coisa para ficar atento é falas indiretas como “quando eu não estiver mais aqui vocês vão ficar tranquilos”, ou atitudes como se desfazer de dinheiro, animais de estimação ou objetos importantes. A pessoa pode estar se preparando para deixar a vida, e é essencial ter a coragem de perguntar a ela diretamente sobre isso.

Agora, se você está planejando suicídio agora ou conhece alguém que esteja, por favor ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV) gratuitamente no número 188 ou procura por uma emergência ou emergência psiquiátrica na sua cidade.

Sinais de recuperação em depressão

O que você faria se não estivesse deprimido? Reflita sobre essa pergunta.

A recuperação vai começar a dar sinais quando a sua vida começar a ficar progressivamente mais parecida com o que você faria sem depressão. Por exemplo: levantaria da cama assim que acordasse, ao invés de ficar deitado até o meio dia; prepararia uma refeição para meu almoço, ao invés de comer bolachas e salgadinhos todos os dias porque não tive ânimo de cozinhar nada etc.

Como ajudar alguém com depressão

Caramba, eu acho muito generoso da sua parte que você se preocupe em ajudar alguém com depressão! Ainda mais considerando que quando as pessoas ficam deprimidas, normalmente os amigos se afastam por medo de não saber o que dizer ou como ajudar.

Parabéns por vencer esse medo e vir procurar informações! Mas saiba, quando você for ajudar alguém com depressão, nem sempre vai ser fácil. Você também vai ter dias mais desanimados e eu quero que você esteja atento a isso e cuide também de você, evitando se sentir totalmente responsável pelo bem estar dessa pessoa, está bem?

Recomendações

Faça essa pergunta: o que você faria se não estivesse deprimido? O que você faria mais? O que você faria menos?

Convide a pessoa a dar passos diários na direção do que ela faria mais; faça junto com ela e comemore quando der certo. Quando ela não conseguir, ofereça um abraço e anime a tentarem de novo.

E o mais importante: ajude ela a procurar terapia! Muitas vezes é difícil procurar um profissional, fazer o pagamento e ir na sessão. Se ofereça para pesquisar junto com ela (mas nunca marque uma consulta sem que ela saiba!)

Inicie o tratamento com a Eurekka

A Eurekka é uma clínica de psicologia que atende pessoas do mundo todo! E todos os dias ajudamos dezenas de pessoas a viverem uma vida melhor, mais produtiva e, em muitos casos, menos depressiva. Se você chegou até aqui, queremos te dizer: a sua depressão, hoje, tem solução – e você não precisa passar por isso sozinho.

Então, se você quiser aprender a lidar melhor com as suas emoções e viver a vida que sempre quis viver, fique a vontade para marcar uma conversa inicial com um de nossos terapeutas, clicando aqui! Parabéns por ter procurado informação e ter chegado até aqui, nós estamos muito orgulhosos de você!

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