DIU: é seguro? Entenda como usar esse anticoncepcional!

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Você já deve ter escutado das suas amigas que o DIU pode perfurar o útero, que o sangramento aumenta muito e que ele pode se deslocar com muita facilidade. Além disso, disseram pra você que várias mulheres engravidaram enquanto usavam DIU e que, definitivamente, ele não é seguro!

Mas calma! Porque nada melhor que a informação correta e simples para você entender como funciona o Dispositivo Intrauterino (DIU) e assim fazer a sua escolha! No texto de hoje você vai entender o que é o DIU, quais são os tipos disponíveis no mercado, qual a sua eficácia e como saber se ele é a melhor opção pra você.

O que é DIU e como funciona?

DIU

O Dispositivo Intrauterino (DIU) é um pequeno objeto em formato de T inserido no útero para atuar como contraceptivo, ou seja, ele evita a gravidez.

A haste do DIU fica no útero da mulher e atua de duas formas. Ou libera hormônios, ou libera íons de cobre, tornando o útero um local ruim para o espermatozoide, impedindo que ele fecunde o óvulo. Assim, impede uma gravidez indesejada.

Primeiramente, o procedimento para colocar o DIU é simples e deve ser realizado por um médico. E na maioria das vezes, a mulher não sente dor. Após colocado na cavidade uterina, o DIU fica com um ou dois fios que se estendem do colo do útero até parte da vagina.

Segundo os especialistas, o tempo que o DIU fica no útero varia de 5 a 10 anos. Mas isso depende do tipo de dispositivo que você escolher!

Quando usar o DIU?

menstruação uso do DIU

O DIU pode ser a melhor opção para mulheres que não querem fazer o uso de hormônios e não têm um fluxo menstrual intenso. Afinal, pela sua ação contraceptiva ser feita a partir de íons de cobre que revestem os espermatozoides, não é necessário o uso de hormônios.

É comum colocar o dispositivo durante a menstruação, pois o colo do útero fica um pouco mais dilatado, facilitando a colocação. Mas a sua eficácia é imediata, independentemente do período do ciclo menstrual.

Tipos de DIU

Quando uma mulher decide usar dispositivo anticoncepcional intrauterino (DIU), deve escolher entre a peça de cobre, prata ou a de plástico. Em resumo, a função das três é basicamente impedir o encontro dos espermatozoides com os óvulos, mas cada tipo de DIU tem características próprias. Entenda:

DIU Hormonal (Mirena)

Este tipo reduz o fluxo menstrual e provoca menos cólicas. Além disso, controla sintomas de endometriose (doença de proliferação do tecido que reveste o útero) e possui menor índice de falhas em relação à gravidez. Porém, precisa ser trocado após cinco anos e é mais caro.

O hormônio é liberado no útero, com ação predominantemente local e não contém estrogênio. Mas mesmo assim, a mulher pode ter aumento de peso e outras complicações decorrentes do excesso hormonal. Como, por exemplo:

  • Dores de cabeça;
  • Dor abdominal;
  • Acne/pele oleosa;
  • Alterações menstruais, incluindo aumento e diminuição da hemorragia menstrual, spotting (pequenas perdas sanguíneas), períodos pouco frequentes e ausência de hemorragia;
  • Cisto ovariano;
  • Inflamação dos órgãos genitais externos ou da vagina (vulvovaginite);

DIU de cobre

O ponto positivo deste tipo é que ele não tem hormônio, é mais barato e não interrompe totalmente a ovulação. É possível deixá-lo no corpo por até 10 anos. No entanto, o DIU de cobra pode aumentar bastante o fluxo menstrual e, por consequência, as cólicas.

DIU de prata

DIU de prata também tem o mesmo mecanismo de ação do DIU de cobre. No entanto, é diferente por diminuir o fluxo menstrual e as cólicas. E em relação ao tempo de uso, tem duração máxima de apenas 5 anos.

Como o DIU é colocado?

A paciente deve ir ao ginecologista e estar em dia com o exame preventivo do câncer de colo de útero. A colocação costuma ser rápida e se faz no consultório ou em hospital, com anestesia ou sem – a depender da sensibilidade da paciente. De qualquer forma, recomenda-se o uso de analgésicos antes da colocação!

Reserve um turno para o procedimento e outro para o repouso. Ainda, alguns médicos recomendam fazer durante o período menstrual (já que o canal cervical se encontra mais amolecido).

Durante o procedimento, o médico pinça uma parte do útero para que o DIU se prenda bem. Um pouco de dor é comum nesse momento do procedimento. Para evitar efeitos colaterais, alguns médicos optam por fazer a colocação com anestesia.

Vou me adaptar facilmente?

A adaptação varia de mulher para a mulher e no geral é tranquila. No começo, cólicas e sangramentos seguem a dor da colocação. Embora o período total de adaptação seja de 180 dias, é normal que o organismo se regularize após 5 ou 15 dias. Recomenda-se a manutenção periódica com consultas de revisão nos três primeiros meses.

Benefícios do uso do DIU

mulher gravida sem usar DIU

Em relação à pílula, o DIU provoca menos efeitos colaterais como dores nas mamas, edemas, falta de libido e dores de cabeça e não necessita de manutenção mensal.

Além disso, a taxa de gravidez é baixa: varia de 0,2% a 08%, contra 0,9% da pílula. Outra vantagem é que o DIU é reversível e usado por um longo período de tempo, normalmente de 5 a 10 anos, dependendo do tipo que você escolher.

É também uma alternativa para mulheres que não podem usar pílulas anticoncepcionais, ou que não querem ingerir hormônio. Além de ser um método que proporciona maior comodidade, uma vez que você não precisa ficar lembrando diariamente que deve tomar uma pílula anticoncepcional.

Principais riscos

Um dos riscos do DIU é que, logo após colocado, ele pode se deslocar ou ser rejeitado pelo corpo em algumas mulheres (o que ocorre como exceção, se não estiver na posição certa). Por isso, é preciso fazer exames de manutenção nos três primeiros meses.

Outros efeitos colaterais como aumento do fluxo menstrual, sangramento irregular e cólica, principalmente no período menstrual, são mais comuns com DIU de cobre. Já o DIU hormonal pode causar amenorreia (parada da menstruação) na paciente, com sangramento em pequena quantidade, e propiciar aparecimento de acne e aumento da oleosidade da pele.

Como retirar o DIU?

A validade da eficácia do DIU varia de 5 a 10 anos, dependendo do tipo que você escolheu. Mas, se você quiser retirar antes, não há problemas. O ideal é esperar seis meses, pelo menos – tempo em que os efeitos ainda estão se adaptando ao seu corpo, mas ele pode ser retirado a qualquer momento.

Depois desse tempo, retira-se no consultório, puxando o dispositivo pelos fios deixados visíveis. Ás vezes ele é inalcançável, sendo necessário a sedação ou retirada cirúrgica.

Consultas médicas com a Eurekka

sede presencial eurekka

Os métodos contraceptivos evoluíram muito e a Eurekka está afinada com essa evolução, por isso dispõe de médicos especializados para informar e deixar você segura em relação ao melhor método contraceptivo para o seu perfil.

A Eurekka gostaria de lembrar que, independente do método contraceptivo que você escolha, o uso da camisinha deve ser prioridade. Assim, sua vida sexual será totalmente preservada e saudável!

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