Duloxetina: para o que serve e como tomar?

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A Duloxetina é um medicamento antidepressivo, utilizado no tratamento de alguns quadros psiquiátricos e para outros sintomas. Entretanto, ela é comercializada com os seguintes nomes comercias:  Abretia, Cymbi, Dep, Deprasil, Dual, Duatlo, Dulorgran, Megoc, Neulox, Rethera, Sympta e Velija. Além disso, é presentada em cápsulas de 30mg e 60mg.

Ao longo do texto, você irá entender o que é a Duloxetina, para que é indicada e quais são as contraindicações. Ademais, quais os efeitos adversos, como é a interação com outros medicamentos e muito mais.

O que é?

Duloxetina

A Duloxetina é um inibidor seletivo da recaptação da serotonina, noradrenalina (IRSN). Ela é um medicamento para terapia sistêmica, assim, afeta todo o organismo. 

Ela também é conhecida pelo código LY248686, que é um potente inibidor da recaptação dupla da serotonina(5-hidroxitriptamina, 5-HT) e da noradrenalina(NA). Assim, possuindo afinidades comparáveis na ligação aos locais do transportador de NE e 5-HT. Além disso, ela é um inibidor menos potente da recaptação da dopamina.

Para o que ela é indicada?

Se utiliza Duloxetina no tratamento do transtorno depressivo maior(MDD), do transtorno de ansiedade generalizada(TAG), das dores relacionadas à neuropatia periférica diabética e também na incontinência urinária de esforço(IUE), entretanto, ainda é incerto nesta. Além dessas, também se utiliza no tratamento da fibromialgia, nas dores musculares crônicas e dores nas articulações. 

Como a Duloxetina age no organismo?

A Duloxetina é um inibidor da serotonina e norepinefrina neuronal e um inibidor menos potente da recaptação da dopamina. Entretanto, ela não tem afinidade significativa com dopaminérgicos, adrenérgicos, colinérgicos, histaminérgicos, opióides, glutamato e os receptores GABA. 

Além disso, o mecanismo de ação da duloxetina está relacionada com a potencialização das atividades serotoninérgicas e noradrenérgicas no sistema nervoso central(SNC). Dessa forma, ocorre as atividades inibidoras da dor e a ativação dos mecanismos antidepressivos. 

Ademais, se utiliza a Duloxetina no tratamento da incontinência urinária de esforço (IUE). Contudo, o seu mecanismo de ação ainda não foi plenamente estabelecido. Mesmo assim, se levanta a hipótese da associação com o aumento das atividades da serotonina e da norepinefrina na atividade da medula espinal. Assim, ocorre aumenta as forças de fechamento da uretra. E, por fim, reduz a perda involuntária de urina, reduzindo os sintomas da IUE.

Qual a dose recomendada?

duloxetina

  • No tratamento da dor neuropática associada à neuropatia periférica diabética e demais dores musculares crônicas, a dose usual é de 60 mg, uma vez por dia, independentemente das refeições. Contudo, o tempo de duração do tratamento deve ser avaliado com o médico.
  • No tratamento da depressão, as doses de Duloxetina começam em 40 mg por dia (divididas em duas doses de 20 mg) e aumentando para 60 mg por dia (podendo ser ingerida de uma só vez ou em duas doses de 30 mg). Entretanto, a duração do tratamento varia de acordo com a resposta do organismo ao medicamento e outros tratamentos paralelos (por exemplo, a psicoterapia)
  • No tratamento para a ansiedade a dose inicial é de 60 mg por dia, via oral,  uma vez por dia. A dose máxima da Duloxetina é de 120mg, mas em alguns indivíduos a dose de no máximo 30 mg por dia é recomendada.  Decerto, o tratamento para ansiedade generalizada demanda vários meses, sendo este tempo avaliado pelo médico. 
  • Para o tratamento da fibromialgia, a dose inicial é de 30 mg uma vez por dia. Ao longo do tratamento, a dose usual é de 60 mg uma vez por dia.  Todavia, a fibromialgia é condição crônica, e a eficácia do tratamento com duloxetina tem sido demonstrada, em estudos, por até três meses.  

Informações importantes sobre a Duloxetina

 Algumas informações sobre a Duloxetina devem ser lidas com atenção, principalmente:

Contraindicações

 O uso da Duloxetina é contraindicado nas seguintes situações:

  • Utilização concomitante ou dentro de 2 semanas com um inibidor da MAO
  • Presença de Glaucoma de ângulo fechado não controlado. 
  • Apresentar hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer outro componente da formulação.

Efeitos adversos

Como todo medicamento, a Duloxetina apresenta alguns efeitos indesejáveis (efeitos adversos), como:

Efeitos mais comuns

  • Cefaléia
  • Sonolência
  • Fadiga (Cansaço)
  • Náusea
  • Xerostomia (Boca seca)
  • Dor abdominal
  • Perda de peso
  • Fraqueza
  • Lesão hepatocelular, mista ou colestática (Fígado)

Efeitos menos comuns

  • Rubor (Pele avermelhada)
  • Aumento da pressão arterial
  • Palpitações (Sentir as batidas do coração)
  • Insônia
  • Tonturas
  • Agitação
  • Ansiedade
  • Ejaculação retardada
  • Bocejo
  • Sonhos anormais
  • Anorgasmia (Dificuldade ou incapacidade de chegar ao orgasmo)
  • Calafrios
  • Hipoestesia (Diminuição da sensação de tato)
  • Letargia (Estado de cansaço considerável)
  • Parestesia (Formigamento)
  • Calafrios
  • Distúrbios do sono
  • Vertigem
  • Diaforese (Transpiração intensa)
  • Prurido (Coceira)
  • Diminuição da libido
  • Orgasmo anormal
  • Ondas de calor
  • Ganhos de peso
  • Constipação
  • Diminuição do apetite
  • Vômitos
  • Diarreia
  • Dispepsia (Dor ou desconforto no abdômen)
  • Flatulência
  • Disfunção erétil
  • Distúrbios ejaculatórios
  • Tremor
  • Dor musculoesquelética

Por fim, o médico deve ser consultado para se informar sobre outros efeitos possíveis.

Gravidez e Aleitamento

A Duloxetina é um medicamento de categoria C. Assim, isso significa que estudos de reprodução animal mostraram um efeito adverso no feto, ou que não há estudos de reprodução animal e nem estudos controlados em humanos. Ou seja, não é recomendado para mulheres grávidas. Além disso, em lactantes o uso não é recomendado pois é encontrado no leite materno.

Interações com o medicamento

duloxetina interação

Algumas interações devem ser analisadas com cautela, sobretudo:

  • Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO)
  • Pitolisant
  • Oxibato de sódio
  • Mequitazina
  • Dasabuvir
  • Ombitasvir + Paritaprevir + Ritonavir
  • Eliglustato
  • Teriflunomida
  • Linezolida
  • Indutores do CYP1A2
  • Fluvoxamina
  • Depressores do SNC
  • Álcool, Sedativos
  • Benzodiazepinas
  • Morfinomiméticos
  • Antipsicóticos
  • Fenitoína
  • Antihistamínicos
  • Serotoninérgicos
  • Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) (SSRIs)
  • Inibidores da recaptação da serotonina e da noradrenalina(IRSN)
  • Antidepressivos(Tricíclicos)
  • Clomipramina
  • Amitriptilina
  • Moclobemida
  • Hipericão(Erva de São João)
  • Triptanos
  • Tramadol
  • Petidina(meperidina, piperosal, dolosal ou demerol)
  • Triptofano
  • Substratos do CYP1A2
  • Desipramina
  • Substratos do CYP2D6
  • Risperidona
  • Nortriptilina
  • Imipramina
  • Flecainida
  • Propafenona
  • Metoprolol
  • Contraceptivos orais
  • Esteróides
  • Anticoagulantes orais
  • Antiplaquetários
  • Varfarina
  • Antiácidos
  • Antagonistas dos receptores H2 da Histamina
  • Hidróxido de Alumínio
  • Hidróxido de magnésio
  • Tabaco
  • Binimetinib
  • Codeína + Diclofenaco de sódio
  • Fosnetupitant + Palonossetrom 

Onde encontrar orientação especializada?

sede presencial eurekka

Por fim, a Duloxetina é um Medicamento que deve ser consumido sob orientação especializada. Além disso, a utilização de tratamentos complementares como a psicoterapia é indicado.

Por isso, a Eurekka oferece atendimentos com Médicos e psicólogos para que você tenha o melhor resultado em seu tratamento.

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