Gestalt: o que é, princípios e aplicações na psicologia

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A teoria da Gestalt é uma das abordagens da psicologia cujos princípios são aplicados desde o Design até a psicoterapia. Também conhecida como Teoria da Forma, essa corrente de pensamento propõe que a simples união das partes não explica o todo.

Mas vai aqui um aviso aos navegantes: a Gestalt é parte da área de Fenomenologia e, portanto, é muito abstrata. A partir daqui, vamos deixar suposições do mundo de fora e embarcar em concepções novas e incríveis! Isso porque na fenomenologia, nos dispomos a perceber o que é presente sem excluir nenhum dado que nos é dado.

Até o fim desse texto, você vai descobrir como funciona a teoria da Gestalt no nosso dia a dia, como é a sua aplicação na Gestalt-terapia e, ainda, em que outras profissões e áreas ela aparece!

O que é Gestalt?

Gestalt

Gestalt é uma palavra que diz respeito àquilo que faz do todo diferente de só uma soma de partes. Nós somos um todo, mas nós frequentemente não temos plena consciência desse todo, nem do que nos incomoda ou entristece.

Nesse sentido, a Gestalt é um caminho da terapia que tenta expor o presente e o agora de forma nua e crua, para que nossos entendimentos e achismos não interfiram.

Qual a origem da Gestalt?

Em 1890, o filósofo austríaco Christian von Ehrenfels apresentou os critérios da Gestalt pela primeira vez, na Universidade de Graz. Além dele, os pioneiros da Teoria da Gestalt são Max Wertheimer, Kurt Koffka, Kurt Lewin e Wolfgang Köhler.

Quem criou a Gestalt-terapia foi Fritz Perls, formado como psicoterapeuta e psicanalista. Ele e sua esposa, Laura Perls, juntamente com o psicoterapeuta, escritor e crítico político Paul Goodman, criaram a maior parte da base que temos hoje na abordagem. E o grande surgimento da Gestalt se dá em 1968, durante o movimento da contracultura e a busca de novos valores humanistas para a época.

A teoria histórica da Gestalt-terapia implica que o nosso campo perceptivo se organiza espontaneamente. E pode parecer confuso, mas calma! Na verdade, isso quer dizer que você não precisa forçar a verdade dentro de você, forçar seus desejos e vontades. Mas sim que criamos as nossas percepções de mundo e nossa consciência espontaneamente a partir do que aprendemos do mundo.

O primeiro nome que Fritz queria dar para a Gestalt era “terapia da concentração”, um nome que foca bastante no objetivo da Gestalt-terapia: que o paciente foque e se concentre apenas nele mesmo.

Conceito básico de Gestalt

terapia

Na Gestalt-terapia, consideramos a “experiência crua imediata” como algo confiável. Ou seja, a experiência “como ela é” é um fator super importante para essa terapia! Sendo assim, todos os assuntos são dignos de falar e discutir. Em outras palavras, sem julgar algo que o paciente traz como bobo. 

A Gestalt-terapia foca muito no “agora”, já que o processo de ter consciência sempre acontece no aqui-e-agora. Além disso, a Gestalt tem flexibilidade e não promove uma transformação rápida; ela é um processo que se molda conforme o paciente a necessidade do paciente.

Isso não quer dizer que o Gestalt-terapeuta não vá trabalhar também com o passado da pessoa. Entretanto, o modo de trabalho será diferente das que vemos em outras abordagens terapêuticas. Além disso, a Gestalt entende que o passado se repete no aqui-e-agora. Então, é preciso, sim, olhar para o passado e trazê-lo para o presente, cuidando de traumas e situações ruins que precisam ser revividas para serem curadas.

O Gestalt é usado apenas na psicologia?

Gestalt

Não mesmo! Apesar da Gestalt ser usada na terapia (e ter influência em outras abordagens psicoterapeutas além da Gestalt-terapia), também vemos seus princípios em outras profissões. A Gestalt tem muito uso na área de Design, porque ajuda a entender como o mundo recebe as ideias e formas.

Podemos ver também a Gestalt na área clínica, área hospitalar, no Coaching, RH, na educação com a Gestaltpedagogia e em atendimentos diversos como apoio a idosos, psicossomática, etc.

Os 8 princípios da Gestalt

Esses oito princípios são as leis da Gestalt (também conhecida como “Lei da Simplicidade”). São usadas principalmente na área de criação de conteúdo, como parte teórica. Veja que interessante:

1. Lei da Pregnância (ou boa forma)

A pregnância vai nos mostrar o quão rápido se pode perceber e assimilar algo. Assim, portanto, mostra a eficiência da comunicação. Assim, se percebe os objetos da forma mais simples possível.

2. Lei da Unidade

Trata-se de um elemento que se torna parte irredutível do todo. Ou seja, ele se liga com outros elementos e todos eles se tornam subunidades, existindo um todo que é a unidade.

3. Lei da Segregação

O nosso cérebro consegue dividir esse todo em todas as unidades que o compõe. Assim, fica mais fácil interpretar o todo.

4. Lei da Proximidade

Em contraste com o que acabamos de ver, o nosso cérebro costuma processar elementos muito colados como um todo. Ou seja, elementos próximos, que se encaixam, são processados pelo cérebro como conjuntos ou unidades.

Para realizarmos a segregação, os elementos podem estar mais afastados, enquanto na lei da proximidade estamos falando de elementos unidos.

5. Lei da Semelhança

O nosso cérebro tende a agrupar na memória objetos e elementos que são semelhantes. É por isso que reconhecemos uma cadeira independente de quantos apoios ela tem.

6. Lei da Unificação

Quando há pregnância, unidade, proximidade e semelhança entre objetos de uma mesma composição, podemos afirmar que há uma unificação perfeita. Um ótimo exemplo dessas leis são as mandalas.

7. Lei da Continuidade

Os objetos da nossa realidade tendem a ter uma harmonia do começo ao fim, o que é prazeroso visualmente para nós. Um exemplo disso seria uma imagem com cores em degradê.

8. Lei do Fechamento

Esse princípio afirma que o nosso cérebro precisa concluir formas que vemos inacabadas ou abertas. Nós conseguimos prever toda a estrutura pelo o que recebemos.

Técnicas utilizadas na Gestalt terapia

Gestalt

Você sabia que a Gestalt-terapia utiliza algumas das perspectivas importantes da Psicanálise para entender a mente humana? Pois é! Mas elas foram usadas em contextos bem diferentes da psicanálise que era praticada na época do início da Gestalt.

A psicologia da Gestalt é uma “terapia de contato”, justamente por essa conexão do paciente com ele mesmo, procurar perceber o que ele quer naquele momento.

Além disso, a função principal do terapeuta na sessão é prestar atenção nos detalhes da experiência que estão fugindo da atenção do paciente, e então mostrar esses detalhes à ele. Chamamos essa percepção de “awareness” e às vezes o paciente não mantém todos os detalhes em sua “awareness”. Por isso, o terapeuta o ajuda a reconhecer todos os aspectos da experiência.

Na sessão de terapia, o importante será o conteúdo falado no momento, como o paciente quiser falar, e quando quiser falar. A terapia para a Gestalt é o próprio processo de “awareness” que falamos mais acima. Esse processo de ter consciência e se reconhecer. O papel do terapeuta, aqui, é o de encorajador para que o paciente seja o que é.

A Gestalt-terapia, no final das contas, é uma psicoterapia que une o diálogo e a fenomenologia. 

Dificilmente você vai ouvir um Gestalt-terapeuta te perguntar “Por quê?” Os Gestalt-terapeutas se baseiam muito mais no como e no o quê do que na causalidade das questões do paciente. As intervenções do Gestalt-terapeuta são sempre sobre o processo da situação. Assim, o cliente vai estar mais em contato com ele mesmo, como falamos acima.

Descubra como a Gestalt pode ser aplicada na Eurekka

sede presencial da Eurekka

Um dos princípios mais importantes da Gestalt é o respeito incondicional ao sofrimento humano. A Eurekka se inspira nesse princípio todos os dias, em cada atendimento de terapia online que começa e termina. Sem um terapeuta profundamente humano, nenhuma técnica funciona bem.

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