Medicamentos psiquiátricos: conheça os principais

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Os medicamentos psiquiátricos são uma grande ferramenta para o tratamento das condições de saúde mentais. Nesse sentido, criamos esse guia para que você entenda os três grandes grupos de medicamentos psiquiátricos: os antidepressivos, os medicamentos para ansiedade e os antipsicóticos.

Temos vários artigos específicos dos medicamento escritos em azul. Se quiser saber mais sobre eles, é só clicar em cima dos nomes para conhecê-los melhor!

Quais os riscos de utilizar medicamentos psiquiátricos?

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Em 5 anos, a venda de remédios subiu 42% no Brasil.

E o consumo de medicamentos psiquiátricos sem uma orientação médica pode causar sérios riscos para a saúde. Algumas pessoas podem desenvolver doenças neuropsiquiátricas e outras causadas pelo uso de medicamentos psiquiátricos por conta própria.

Nesse sentido, o uso errado desses remédios pode causar nervosismo, depressão, psicoses, mudanças no humor, irritação e, inclusive, o vício ou dependência física e mental.

Ao ler qualquer bula, você pode se assustar com quantidade de efeitos colaterais que até um simples remédio de dor de cabeça pode ter. Os remédios psiquiátricos não são diferentes.

Apesar disso, os medicamentos são ferramentas que usamos para tratar e aliviar nossas dores. Portanto, é importante colocar na balança os riscos e os benefícios da utilização de qualquer medicamento, principalmente os que podem mexer com toda a maquinaria do nosso cérebro.

É importante que os benefícios do tratamento de uma doença mental superem os riscos dos efeitos colaterais. Nesse sentido, o psiquiatra é o profissional capaz de te ajudar a tomar essa decisão.

Portanto, se você estiver sofrendo de ansiedade, depressão ou qualquer outra condição médica, não se automedique. Antes de tomar qualquer medicamento, é fundamental procurar orientação médica especializada para te ajudar!

Medicamentos psiquiátricos para ansiedade

Antidepressivos no tratamento da ansiedade?

sintomas de ansiedade

Por incrível que pareça, o tratamento de primeira linha para os transtornos de ansiedade são os antidepressivos. Na verdade, existe uma classe de antidepressivos chamada IRSS ou inibidores seletivos da re-captação de serotonina como o Escitalopram, a Fluoxetina, Paroxetina, Citalopram e Fluvoxamina

Os efeitos colaterais variam de acordo com cada remédio, mas no início do tratamento, os mais comuns são náusea, queimação no estômago, enxaqueca, suor em excesso e inclusive um aumento inicial da ansiedade. Já a longo prazo, os efeitos podem ser: disfunção sexual, ganho de peso, insônia ou sonolência, aumento de frequência cardíaca, pressão alta e diminuição de sódio no sangue.

Mas você pode estar se perguntando, por que tratar a ansiedade com um medicamento que pode gerar ansiedade?

Alguns antidepressivos, especialmente os Inibidores seletivos da recaptação de serotonina, têm a capacidade de aumentar os níveis de serotonina que podem gerar a ansiedade inicialmente. No entanto, o cérebro se adapta a esses níveis elevados e essa adaptação funciona como uma proteção para a ansiedade.

Benzodiazepínicos

Os benzodiazepínicos são uma importante classe de medicamentos para o tratamento de crises de ansiedade e transtornos de ansiedade. Hoje eles são muito famosos, sendo o Brasil o maior consumidor de Clonazepam (Rivotril) do mundo! Mas é bom lembrar que vários deles causam vício e dependência se não usados corretamente.

Eles são medicamentos hipnóticos e ansiolíticos bastante receitados por relaxar o paciente e causar sono. Em geral são prescritos no tratamento de quadros agudos de ansiedade, transtorno de humor, insônia, crises convulsivas e outras condições relacionadas ao sistema nervoso central. Embora atuem de forma parecida, as diferentes substâncias se diferenciam pela sua potência e tempo de duração. Os principais deles são o Midazolam, Bromazepam (Lexotam), Lorazempam, Alprazolam, Diazepam, Clonazepam.

Apesar de ajudarem nas crises de ansiedade, eles causam sonolência e insônia a longo prazo. Além disso, outros efeitos colaterais incluem constipação, náuseas e confusão mental (principalmente em idosos).

Medicamentos psiquiátricos para depressão

Os antidepressivos são um dos remédios psiquiátricos mais conhecidos no mundo por causa do seu grande uso. Ele é um medicamento usado para tratar a depressão e outros tipos de transtorno mental. Existem vários tipos de antidepressivos indicados para condições diferentes, vamos conhecer alguns deles?

Antidepressivos tricíclicos

São medicamentos mais baratos e funcionam bem para pacientes que não respondem a outros medicamentos. Entretanto, pessoas idosas não devem usá-los devido a efeitos colaterais. Alguns exemplos deles são a Amitriptilina, Clormipramina, Imipramina, Nortriptilina.

Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (IRSS)

medicamentos psiquiátricos

Geralmente são a primeira opção de tratamento para a depressão. Além disso, também se usa esses medicamentos no tratamento da ansiedade!

Citalopram, Escitalopram, Fluoxetina, Fluvoxamina, Paroxetina, Sertralina são os principais inibidores seletivos de recaptação de serotonina (IRSS) comercializados.

Inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN)

A Venlafaxina, Duloxetina, Milnaciprano, Desvanlafaxina também são a primeira opção de tratamento tanto para depressão quanto para ansiedade. Além disso, são usadas no tratamento de outras doenças como fibromialgia, neuropatia diabética e sintomas da menopausa, como as ondas de calor.

Inibidor da recaptação neuronal de noradrenalina e dopamina

A principal substância dessa classe é a Bupropiona. Ela é um antidepressivo, mas raramente se usa no tratamento da depressão. Costuma ajuda pessoas que querem parar de fumar e para tratamento de compulsão alimentar.

Antidepressivos atípicos

A trazodona é usada para tratamento da insônia provocada pela depressão e associado aos ISRS para tratar a disfunção sexual e a diminuição da libido que essa classe causa. Além disso, ela é uma das classes que pode ser usada por idosos.
Finalmente a Mirtazapina pode ser usada sozinha ou junto com outros antidepressivos para o tratamento da depressão. Além de ser a primeira escolha para idosos, também é usada por pessoas com baixo peso e pessoas com disfunção sexual provocada por outros antidepressivos.

Antidepressivo multimodal

A Vortioxetina (Brintellix) não causa disfunção sexual, melhora a capacidade de raciocínio e tem poucos efeitos colaterais, só náusea e perda de apetite. Apesar disso, ele é um dos medicamentos mais caros dessa lista, se tornando inviável economicamente para a maioria dos pacientes.

Medicamentos psiquiátricos antipsicóticos

Os primeiros antipsicóticos feitos são chamados de típicos. Neles encontramos o Haloperidol (Haldol), Clorpromazina (Amplictil), Levomepromazina (Neozine), Pimozida (Orap), Pipotiazina (Piportil), Tioridazina (Melleril), Trifluoperazina (Stelazine), Zuclopentixol (Clopixol). Além disso, também recebem o nome de antipsicóticos de primeira geração. Na época que foram criados, eles mostraram melhorar os sintomas chamados de “positivos” que são: alucinação, delírio e comportamentos estranhos.

Uma das grandes revoluções realizada pelos antipsicóticos de 2ª geração ou atipicos, como a quetiapina, foi o tratamento dos sintomas negativos dessas doenças, como o afeto deprimido, o isolamento social e emocional e o comprometimento cognitivo. Além da quetiapina, existem outros medicamentos da 2ª geração como o Aripiprazol, Clozapina, Olanzapina e Risperidona.

Terapia: qual a importância no tratamento com remédios psiquiátricos

sede presencial eurekka

Por fim, muitas pessoas acham que terapia é apenas para quem está em um estágio muito avançado de algum sofrimento. Enquanto isso, outras dizem que não serve para nada. Entretanto, essas ideias não poderiam estar mais incorretas!

Em suma, a terapia é uma importante ferramenta que auxilia o médico e o paciente no tratamento de transtornos mentais e torna todo esse processo mais rápido e tranquilo.

Ou seja, tudo se resume em você entender melhor como você funciona. Todos nós nascemos e chegamos até aqui sem um manual de instruções. A terapia é como se fosse essa jornada de autoconhecimento, em que você passa a se conhecer melhor, a conhecer um pouco mais sobre pensamentos, sobre emoções e sobre como você pode viver cada vez com mais bem estar, qualidade de vida e inteligência emocional.

Por muitos anos existiu uma rivalidade entre a psiquiatria e a psicologia, mas nós da Eurekka acreditamos que o tratamento deve ser completo.

Enfim, você pode clicar aqui para conhecer a Eurekka-Med e tirar todas as suas dúvidas em relação às consultas com psiquiatras da Eurekka e clicar aqui para agendar sua primeira terapia com psicologos da Eurekka. O melhor de tudo é que os nossos profissionais podem atender você de qualquer lugar do mundo – na modalidade online – e também presencialmente!


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