Risperidona: para que serve e como age no cérebro

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A risperidona é uma das ferramentas mais potentes que temos hoje em dia para o tratamento da esquizofrenia, agindo tanto nos sintomas positivos quantos nos negativos. Este remédio faz parte da chamada segunda geração de antipsicóticos, considerada amplamente mais seguros e eficientes que os medicamentos da primeira geração.

Além disso, a risperidona também é prescrita em quadros de autismo, transtorno bipolar e doença de Alzheimer.

Descubra nesse texto quais os efeitos desse medicamento, como ele age em nosso corpo e quais são os riscos associados da risperidona.

Para que serve o medicamento risperidona?

cartela de risperidona

A risperidona é um medicamento chamado de antipsicótico atípico, um tipo de medicação que age em uma ampla gama de sintomas

Em suma, de maneira geral, antipsicóticos têm o objetivo de tratar os sintomas psicóticos (alucinações, delírios e isolamento emocional) provenientes de transtornos mentais.

Assim, a esquizofrenia e o autismo são alguns dos transtornos mais comuns para os quais é prescrita a risperidona. Entretanto, esse medicamento também tem indicação para combater sintomas psicóticos da mania no transtorno bipolar e da demência relacionada à doença de Alzheimer.

Uso da risperidona na esquizofrenia

A esquizofrenia é um transtorno psicótico que impacta diretamente a percepção da pessoa portadora. Assim, os sintomas desse transtorno formam dois grupos.

Os sintomas positivos impactam a percepção da realidade. São eles: delírios, alucinações, pensamentos desordenados e incomuns, entre outros.

Já os sintomas negativos impactam diretamente as emoções da pessoa. São eles: diminuição de afeto, expressões faciais reduzidas, diminuição do prazer, redução da fala e dificuldade em começar e continuar atividades.

A risperidona atua nesses dois grupos de sintomas, ajudando a diminui-los sensivelmente. Então, essa medicação é prescrita tanto para períodos curtos ou no longo prazo no tratamento da esquizofrenia.

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Uso da risperidona no autismo

O transtorno do espectro autista (TEA) é o nome dado a diversas desordens relacionado ao desenvolvimento neurológico. Ou seja, é uma condição que se apresenta desde o nascimento e segue por toda a vida da pessoa.

Assim, existem diversas formas de autismo que formam o chamado espectro do autismo. Cada pessoa é um caso único. Logo, tem sintomas e dificuldades particulares.

Em crianças que possuem autismo, podem aparecer sintomas como: irritabilidade, crises de raiva e angústia, agressividade com outras pessoas, autoagressões e mudança de humor.

A risperidona pode ter uma ação nesses sintomas, sendo utilizada dentro de um plano terapêutico definido por um médico.

Qual o efeito da risperidona?

cérebro sob efeito de remédios

A risperidona tem como efeito e objetivo diminuir sensivelmente os sintomas experienciados por pessoas que possuem distúrbios como: esquizofrenia, autismo, transtorno bipolar e doença de Alzheimer.

Como a risperidona age no cérebro?

Os medicamentos que possuem ação antipsicótica agem sobre compostos responsáveis pela comunicação de nossos neurônios. Esses compostos são chamados de neurotransmissores.

Apesar de não se entender completamente como a risperidona age, sabemos que a substância atua na área dos neurotransmissores da dopamina e da serotonina.

Esses neurotransmissores são essenciais para o funcionamento de nosso cérebro e influenciam nossas emoções, aprendizado, atenção, entre diversas outras coisas.

Há teorias que dizem que a desregulação de um ou desses dois neurotransmissores pode ser uma das causas de transtornos como a esquizofrenia.

Como usar a risperidona?

pessoa tomando o remédio risperidona

Como todo medicamento, apenas um médico pode receitar risperidona para o paciente, junto com a dose e duração do tratamento.

Então, caso você tenha a suspeita de qualquer transtorno mental em você ou alguém próximo, é necessário se consultar com um psiquiatra.

Dosagem do medicamento

A dosagem da risperidona varia dependendo do transtorno que está sendo tratado e da idade do paciente. Além disso, cada pessoa terá uma resposta diferente ao medicamento, por isso são necessários revisões periódicas com um médico.

Para esquizofrenia, as doses usuais são de 4 a 6 mg em pacientes adultos, sendo a dose inicial de 2 mg. Em pacientes idosos e pediátricos, a dose inicial é de 0,5 mg e as doses usuais são menores.

No autismo, a risperidona é recomendada para crianças e adolescentes (5 a 17 anos). As doses irão depender do peso do paciente, mas se iniciam entre 0,25 mg ou 0,5 mg ao dia.

A risperidona ainda pode ser utilizada no episódio maníaco do transtorno bipolar, sendo dose inicial da risperidona em adultos de 2 mg e em crianças de 0,5 mg.

Por fim, para o Alzheimer a dose inicial recomendada é de 0,25 mg duas vezes ao dia, sendo a dose ótima de 0,5 a 1 mg duas vezes ao dia.

Populações especiais

avô e neto de mãos dadas

Enfim, para usar a risperidona em criança, adolescentes e idosos é preciso um cuidado maior.

Assim, nessas populações as doses utilizadas são menores, e o acompanhamento médico deve ser bastante próximo.

Pacientes idosos (a partir de 65 anos)

A risperidona em pacientes idosos com demência demanda muita cautela. O uso da risperidona sozinha ou associada a furosemida (diurético) pode ser fatal para a pessoa.

Além disso, o uso de risperidona pacientes com demência está associado a alterações do estado mental, fraqueza dos músculos ou paralisia de membros.

Se constatados esses sintomas, é preciso relatá-los imediatamente ao médico responsável.

Risperidona infantil

No público infantil, o uso da risperidona é, principalmente, para combater alguns sintomas do autismo.

Não existe uma versão da risperidona específica para crianças, sendo o mesmo medicamento utilizado em adultos.

A grande diferença é a dose inicial e as doses máximas permitidas. Além disso, para crianças pode ser mais interessante a versão em gotas da risperidona em vez dos comprimidos.

Contraindicações e advertências

Toda medicação possui contraindicações ao seu uso. Por isso, é muito importante falar para o médico condições existentes e alergias durante a consulta.

Além disso, alguns medicamentos possuem interação com a risperidona. Assim, o uso conjunto deve ser feito com cuidado. Entre esses medicamentos, temos:

  • Álcool;
  • Depressores do Sistema Nervoso Central SNC;
  • Levodopa;
  • Medicamentos para hipertensão.

Efeitos colaterais da risperidona

Os efeitos colaterais mais comuns são: ansiedade elevada, insônia, dor de cabeça e agitação. Em alguns casos também apareceram tontura, taquicardia e hipertensão. Em geral, esses sintomas desaparecem após os primeiros dias de uso.

Existem outros efeitos colaterais que podem aparecer no uso da risperidona, porém são de aparecimento mais raro. Mas é muito importante você avisar ao seu médico sobre eles.

O uso da risperidona pode acarretar o aparecimento de efeito extrapiramidais (espasmos musculares, vomito, rigidez muscular, entre outros). Quando a dose é maior que 6 mg, a ocorrência desses efeitos é maior.

Muitas vezes, existe uma dificuldade da diferenciação de sintomas do transtorno mental e possíveis efeitos colaterais da medicação. Mesmo assim, relate ao seu médico qualquer reação desse tipo.

Risperidona dá sono?

Se a pessoa sentir muito sono ao utilizar o medicamento, o mais recomendado é que a dose seja dividida em dois momentos do dia.

Alternativamente, o uso da medicação pode ser mais próxima do horário de dormir.

Em casos em que é necessária uma sedação maior no paciente, pode ser adicionado um remédio benzodiazepínico.

sede presencial da Eurekka

Atendimento psiquiátrico com a Eurekka

Enfim, se você ou alguém próximo a você tem suspeitas de algum distúrbio mental, é imprescindível buscar ajuda médica.

Assim, aqui na Eurekka nós temos diversos psiquiatras que podem te ajudar. Então, para saber mais é só clicar nesse link.

Além disso, a Eurekka também tem atendimento com psicólogos. Se você quiser mais é só clicar no link.

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