A bulimia nervosa é um transtorno alimentar que afeta cerca de dois milhões de pessoas no Brasil todos os anos. Apesar de atingir principalmente adolescentes e jovens entre 15 e 25 anos do sexo feminino, pode também ocorrer em homens, mulheres adultas e até durante a menopausa. 

Embora muito se fale sobre bulimia atualmente, poucos entendem que ela vai muito além de vomitar de propósito. Pessoas com esse transtorno sofrem de compulsões alimentares seguidas da expulsão do que foi ingerido. E as consequências para o corpo e para a mente podem ser bem sérias.

Neste texto, você vai entender melhor o que é a bulimia, quais os sintomas, causas, o que ela acarreta ao organismo, além dos tratamentos.

O que é bulimia

comida

Bulimia” é uma palavra que tem origem na Grécia Antiga. Deriva dos termos “bous”, que significa “boi”, e “limos”, que quer dizer “fome” em grego. Ou seja, fome de boi.

Assim, atualmente o termo bulimia está relacionado a uma vontade de comer de forma descontrolada e desmedida uma quantidade enorme de alimentos com alto teor calórico em um curto período de tempo. Nessas horas, a pessoa sente que não tem controle sobre si mesmo, que não consegue parar. 

Quando essa compulsão alimentar vem acompanhada pela forte vontade de expulsar do organismo a comida recém-ingerida, tem-se um quadro de bulimia nervosa, que é o termo correto para o transtorno alimentar. Neste texto, porém, vamos usar os dois termos como sinônimos, para facilitar a leitura.

Por fim, depois de comer compulsivamente, o bulímico acaba sentindo culpa ou remorso e quer tirar aquela comida do corpo de qualquer maneira e evitar o ganho de peso. E, para isso, induz o vômito ou toma outras atitudes, como abuso de laxantes ou diuréticos. Jejuns prolongados e lavagens intestinais também são comuns para essas pessoas.  

Diferença entre bulimia e anorexia

Enquanto quem tem bulimia costuma forçar o vômito como forma de eliminar o que acabou de comer rápida e compulsivamente, a pessoa com anorexia come cada vez menos em uma tentativa desesperada de emagrecer. 

A anorexia nervosa tem a ver com uma distorção da autoimagem. Isso significa que quem sofre com esse transtorno se vê com muito mais peso do que de fato tem. Essa distorção se combina com uma vontade muito grande de emagrecer e um medo muito forte do excesso de peso. 

Assim, a pessoa começa a comer cada vez menos e, muitas vezes, usa métodos destrutivos para perder peso, como tomar laxantes ou fazer jejum sem orientação médica.

A diferença principal entre os dois distúrbios alimentares é que quem tem anorexia tende a ficar extremamente desnutrido, o que não acontece com os bulímicos, que costumam ter corpos bonitos.

Sintomas de bulimia

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É comum o quadro de bulimia nervosa ter início com dietas rigorosas para emagrecer. Com o tempo, a pessoa não consegue lidar com aquelas restrições nem mantê-las, o que faz com que acabe perdendo o autocontrole. Assim, ela começa a ter episódios em que come compulsivamente. 

É difícil ajudar uma pessoa com bulimia, pois trata-se de um distúrbio solitário. Isso porque, muitas vezes, tanto a ingestão de grandes quantidades de alimentos como o vômito forçado ocorrem em segredo.

Além disso, antes de a comida ser expulsa pelo organismo, parte das calorias chegam a ser absorvidas. Assim, não há um grande emagrecimento aparente como no caso da anorexia nervosa.

Como quem está ao redor na maioria das vezes acaba não percebendo o problema, geralmente o diagnóstico de bulimia nervosa é feito muito tarde, o que dificulta o tratamento.

Entretanto, é possível observar algumas características em pessoas com bulimia nervosa. São elas:

  • Preocupação acima do normal com o corpo e peso;
  • Obsessão e controle excessivo por dietas e contagem de calorias;
  • Períodos de jejum longos;
  • Boca seca;
  • Dentes pouco saudáveis;
  • Dificuldade em manter alimentos no organismo, mesmo quando sua expulsão não é forçada.

Causas da bulimia

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Não se sabe as causas da bulimia. Entretanto, na maioria das vezes está ligada a uma preocupação excessiva com a busca pelo corpo ideal e por estar em forma.

Por sua vez, o culto ao corpo pode estar ocorrendo por influência tanto da mídia e das redes sociais como por comportamentos de familiares e amigos.

Fatores de risco

Apesar de não serem causas, há alguns fatores de risco que podem contribuir para um quadro de bulimia nervosa. São eles:

  • Ser adolescente ou mulher jovem entre 15 e 25 anos;
  • Genética – ter parente com bulimia pode favorecer o desenvolvimento do distúrbio;
  • Deficiência de serotonina – a falta desse neurotransmissor relacionado à sensação de prazer pode ter relação com a ocorrência do transtorno;
  • Outros fatores psicológicos, traumáticos, sociais e culturais.

Consequências da bulimia

bulimia

A maioria das pessoas com bulimia tem um peso normal. Isso acaba muitas vezes dificultando o diagnóstico.

Entretanto, o hábito de comer muito e em seguida forçar a expulsão dos alimentos através do vômito ou do uso de laxantes traz consequências terríveis para o organismo. Tanto o corpo quanto a mente acabam pagando o preço.

Consequências físicas

A bulimia pode trazer consequências muito negativas para o corpo. Então, veja algumas delas:

  • Refluxo;
  • Erosão dos dentes;
  • Cáries;
  • Inflamação na garganta;
  • Sangramentos;
  • Problemas gastrointestinais;
  • Constipação;
  • Hemorroidas;
  • Pancreatite;
  • Perfuração do esôfago;
  • Desidratação;
  • Arritmia cardíaca.

Consequências psíquicas

As consequências psicológicas do comportamento de um bulímico podem ser gravíssimas. Alguns exemplos:

  • Diminuição da autoestima
  • Automutilação
  • Ideias de suicídio

Enfim, se você perceber sinais de bulimia ou anorexia nas pessoas à sua volta, não fique calado. Auxilie essa pessoa a buscar ajuda.

Tratamentos para bulimia

terapia

Por fim, o tratamento para bulimia envolve psicoterapia, medicamentos e acompanhamento nutricional.

Terapia para bulimia

A princípio, a terapia com um psicólogo vai ajudar você a se conhecer mais a fundo, a lidar melhor com os seus impulsos e a entender o que está causando o distúrbio.

Além disso, muitas vezes a bulimia nervosa vem acompanhada por outros distúrbios como ansiedade, depressão e transtorno obsessivo-compulsivo. Assim, entender os sintomas desses problemas e aprender a lidar com eles é crucial para vencê-los.

A terapia cognitivo-comportamental, que é a utilizada pela Eurekka, é muito útil para esses casos. Dentro dessa abordagem, o indivíduo terá acesso a diversas técnicas de regulação emocional, além de poder ter um contato direto com o terapeuta nos momentos de crise. E a vantagem disso é que o terapeuta pode orientar o paciente mesmo nos períodos mais desafiadores!

Acompanhamento nutricional

Também é recomendado procurar acompanhamento nutricional. Um nutricionista poderá auxiliar na criação de uma dieta mais balanceada e menos restritiva, o que ajudará a diminuir a compulsão alimentar. Além disso, talvez seja necessária uma reeducação alimentar.

O paciente precisará de ajuda para desenvolver uma relação mais saudável com a comida, evitando assim os comportamentos compensatórios.

Por fim, o profissional da área poderá indicar alimentos que contenham as vitaminas e minerais que estão faltando no organismo e cuja ingestão se faça necessária.

Tratamento com medicamentos

Já o psiquiatra vai receitar remédios que podem facilitar sua vida, diminuindo a ansiedade ou estabilizando o seu humor.  

É importante procurar um psiquiatra, pois somente um médico poderá dizer qual o medicamento é o mais indicado para você e o seu problema. Do mesmo modo, é esse profissional que definirá a correta dosagem e quanto tempo o tratamento irá durar. Por isso, é importante que você nunca se automedique.

Tratamento para bulimia com a Eurekka

sede presencial da Eurekka

A Eurekka é uma clínica de psicologia que ajuda centenas de pessoas com terapia online e presencial. Se você tem bulimia ou conhece alguém que esteja sofrendo com o transtorno, podemos ajudar.

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