Candidíase vaginal: como identificar e tratar o fungo vaginal

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A candidíase vaginal é uma doença que acomete geralmente as mulheres, mas pode aparecer em homens também. Muita coceira lá embaixo, ardor, vermelhidão… Você coloca uma pomada, toma um comprimido, mas alguns meses depois, lá vem todos os sintomas de novo!

Se você se identificou, fique tranquila: você não está sozinha! Porque a candidíase acomete 75% das mulheres, ou seja, 3 a cada 4 mulheres vão ter candidíase pelo menos uma vez na vida.

Algumas podem ter somente uma vez, enquanto outras podem ter candidíase várias vezes, até mesmo com um intervalo pequeno, de semanas ou meses (candidíase de repetição).

Pouquíssimos sites oferecem informação de qualidade sobre a candidíase, e é por isso que esse artigo vai te explicar tudinho sobre essa doença. Vamos ver mitos e verdades sobre a candidíase, sintomas e tratamentos – inclusive tratamentos naturais! Não sofra mais desse problema, se previna!

O que é candidíase vaginal? É uma DST?

mulher sofrendo de candidíase vaginal

A candidíase, também chamada de candidose, é uma infecção causada por um fungo, que chama-se Candida albicans. Esse fungo é natural da flora vaginal, mas, por algum motivo, a flora fica desequilibrada e a Candida se prolifera.

Como a região genital é úmida, é um meio muito propício para o fungo causador e para bactérias. Por isso, é preciso estar sempre atenta à alterações de secreções, cheiro e sintomas.

Apesar de ser uma doença, ela não é considerada uma Doença Sexualmente Transmissível (DST), porque a Candida faz parte da nossa flora vaginal – assim como existe no pênis, em menor quantidade. A candidíase é mais comum em mulheres porque, nos homens, o órgão masculino é externo e bem arejado, enquanto nas mulheres há pouca ventilação na área. 

Sintomas:

  • Muita coceira;
  • Ardência;
  • Queimação;
  • Vermelhidão;
  • Esfoliação da vagina;
  • Dor durante a relação sexual.

Além disso, existe uma secreção (corrimento vaginal) espessa e esbranquiçada, parecida com leite coalhado. Mas algumas mulheres não têm esse corrimento.

Tipos de candidíase

Além da candidíase vaginal, que é a manifestação da Candida (foco desse artigo), existem outros tipos de candidíase.

Elas são: candidíase oral (o sapinho), candidíase peniana (que já citamos aqui), candidíase oral ou esofágica, candidíase de pele e candidíase invasiva, sendo essa última mais comum em casos hospitalares, como recém nascidos e pessoas com sistema imunológico fraco. 

Causas e fatores de risco

mulher utilizando biquíni no verão

A candidíase é mais comum no verão, quando o tempo está mais quente e úmido. Exatamente como o fungo gosta: biquíni molhado por muito tempo, piscina, uso de absorvente diário etc.

Além disso, a baixa imunidade sempre é aliada das doenças que nos acometem; gripe forte, diabetes, e até o uso de antibióticos e corticóides podem reduzir nossa imunidade e colaborar para o surgimento de infecções vaginais, como a candidíase.

A candidíase pode ser causada também por situações de estresse! Mulheres grávidas já têm naturalmente a imunidade baixa e a vagina mais úmida, por isso, correm mais risco de ter candidíase. 

8 Mitos e verdades sobre a candidíase

1. A candidíase vaginal deixa cheiro ruim?

Não! A candidíase não deixa cheiro ruim, mas é importante pensar no seguinte: quando a pessoa está com coceira na região devido à candidíase, ela coça. Isso pode causar uma infecção secundária por conta da flora vaginal alterada; outras bactérias podem modificar a secreção vaginal, que aí sim pode causar mal cheiro.

2. Crianças podem ter candidíase?

Sim! Isso porque não está ligada a relações sexuais ou qualquer situação relacionada à adultos somente; fraldas molhadas por muito tempo, piscina por várias horas, biquíni molhado o dia todo – tudo isso causará o mesmo desequilíbrio da flora vaginal e trará os mesmos sintomas que mulheres adultas têm.

3. Candidíase tem a ver com falta de higiene?

Não! É mais importante tomar cuidado com a sua saúde como um todo, a começar pela alimentação, do que apenas a higiene vaginal.

4. Álcool piora a candidíase?

Sim! Todas as bebidas fermentadas pioram a candidíase e outras infecções vaginais, inclusive bebidas alcoólicas. A recomendação é para evitar o consumo dessas bebidas, principalmente nos momentos de crise da candidíase.

5. Posso pegar candidíase na praia?

Não! Não é possível pegar candidíase na areia da praia, no mar ou na piscina. Ela é um fungo que já habita a vagina, e a doença acontece pelo desequilíbrio da flora vaginal.

6. Posso pegar candidíase dividindo objetos pessoais?

Não! Compartilhar a toalha ou objetos pessoais não causará candidíase, porque ela não é uma DST. Mesmo que a outra pessoa esteja com candidíase, se a sua saúde está ok, dificilmente haverá alguma consequência para você.

7. Açúcar piora a candidíase?

Sim! Os fungos gostam muito de açúcar e glicose, por isso, eles produzem uma substância no nosso corpo que pode, sim, fazer com que tenhamos mais vontade de comer doces – afinal, assim eles vão viver mais! O importante é barrar essa vontade até que a crise de candidíase passe.

8. Ducha vaginal melhora a candidíase?

Não! A ducha vaginal nunca é recomendada. Ela pode piorar a flora vaginal, o que vai piorar o quadro da candidíase. A sua vagina já tem o próprio sistema natural de limpeza, ela não precisa da sua ajuda. Apenas a deixe ali, quietinha.

Homem pode ter candidíase?

Como dito antes, a candidíase não é uma DST, porque a Cândida existe tanto nas mulheres quanto nos homens. O que varia é que as mulheres possuem esse fungo em maior quantidade, e os homens, em menor quantidade. 

Quando o homem apresenta sintomas de candidíase, geralmente é porque a parceira está com candidíase num estágio avançado. Quando a flora vaginal entra em contato com o pênis, desequilibra os fungos que estão ali, causando os mesmos sintomas no órgão masculino.

Apesar dos sintomas serem parecidos com os que aparecem nas mulheres, a secreção é um pouco diferente: enquanto a secreção feminina se assemelha à leite coalhado, a masculina se assemelha à nata. Se o homem e a mulher da relação apresentam sintomas de candidíase, é importante que o homem também procure ajuda médica para se tratar, já que sua região também está desequilibrada.

Caso não aconteça o tratamento, apesar dos sintomas não evoluírem, eles nunca vão embora – o que quer dizer que a parceira contrairá novamente candidíase quando em contato com o pênis.

Prevenção contra candidíase vaginal

calcinha de algodão pendurada no varal

Existem várias mudanças que as mulheres podem fazer na sua rotina para prevenir a candidíase. A principal delas é usar calcinha de algodão no dia a dia, porque o algodão ajuda a deixar a região respirar e diminui o abafamento.

Além disso, é essencial não usar absorvente íntimo diário, porque abafa ainda mais a região. Usar roupas leves, que permitam a respiração, também vão colaborar para a ventilação da região.

Dormir sem calcinha à noite é ótimo para que a vagina consiga arejar sem que isso atrapalhe o seu dia a dia – afinal, às vezes não podemos evitar roupas apertadas, como na academia. Aproveite esse tempo para se cuidar!

Na hora da limpeza da região, o sabonete precisa ter o pH mais neutro possível como, por exemplo, os sabonetes de bebê. A vagina precisa apenas da sua proteção normal e natural. Por isso, duchas devem ser evitadas, já que removem essa proteção. Evite também desodorantes íntimos e duchas internas vaginais, ok?

Tratamentos naturais e alimentação

chá de camomila para de candidíase vagina

O banho de assento é ótimo para coceira e ardor vaginal. Ele pode ser feito com 1 colher de sopa de bicarbonato de sódio para 2 litros de água fria. O bicarbonato vai basificar o meio vaginal, e a água fria ajuda a acalmar a região, diferente da água morna ou quente.

A Candida gosta de ambientes mais ácidos, então com o bicarbonato basificando, ela ficará retraída e você terá menos sintomas.

Outro banho de assento recomendado é feito com camomila, porque ela tem função calmante. O chá de camomila gelado ajuda a acalmar a região vaginal, tendo menos sintomas de coceira e ardor.

Existem muitos alimentos que melhoram a saúde vaginal. O própolis alcoólico tem uma ação ótima para o nosso sistema imunológico, que já citamos ser um fator importante para o desequilíbrio da flora. O recomendado é de 15 a 30 gotas diárias, pode ser na água ou no chá – mas não é recomendado para grávidas e crianças, que podem usar somente o não alcoólico.

Ervas como alecrim e orégano, em chá ou em comida, também são ótimos. O alho tem propriedades antifúngicas potentes e também pode ter seu uso no dia a dia para aumentar a imunidade.

Medicamentos

Pode ser prescrito um antifúngico via oral ou tópico (como creme vaginal), podendo até ser associados. No caso de mulheres adultas, geralmente a prescrição é intravaginal, introduzido com uma seringa.

O tratamento leva em torno de 7 a 10 dias, sem relação sexual para que o medicamento fique sozinho, agindo na região. Para crianças, é indicado que a aplicação da pomada prescrita seja na vulva, ou seja, na parte externa da região. 

Tratamento para candidíase vaginal complicada

Esse nome é para os casos recorrentes ou com sintomas muito fortes, geralmente causada por um outro fungo, sendo não-albicans. Nesses casos, é importante que o tratamento seja logo no começo dos sintomas e que haja manutenção da flora vaginal. Ou seja, acompanhamento sistêmico da ginecologista e cuidados extras com alimentação e controle de estresse.

Além disso, é importante que não ocorra automedicação para não agravar o quadro. Quando os sintomas são muito fortes e incômodos, pode ser prescrito um corticoide tópico.

Tratamento para candidíase vaginal na gravidez

Automedicação é contraindicado em todos os casos, mas no caso de gravidez é ainda mais importante consultar seu médico obstetra, para não correr o risco de tomar remédios com efeitos abortivos ou que podem causar danos ao feto.

A maioria das pomadas externas são indicadas para as grávidas, porque apenas recuperam o equilíbrio da flora vaginal, não sendo agressivas para o bebê. Os remédios orais não são indicados nos casos de candidíase na gravidez.

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