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E aí pessoal, tudo bem? Sejam muito bem-vindos a mais um texto do nosso blog. Hoje, vamos falar para vocês um pouco sobre os origens do medo, qual a relação do medo com a ansiedade e te mostrar algumas técnicas de como controlar o medo! Vamos lá?

O que causa o medo?

 O medo é uma reação natural que o corpo tem quando entende que está na presença de ameaças. Na história evolutiva dos animais, sentir medo provavelmente facilitava a sobrevivência – no sentido de que era mais rápida a reação de fugir dos predadores. Hoje em dia, as pessoas podem ter medos bem diversos e até mesmo estranhos, mas existem medos bem comuns: de altura, de animais, de passar vergonha.

A sensação de medo é causada por uma excitação fisiológica automática, não-voluntária, disparada pelo cérebro quando a coisa que é temida é percebida no ambiente. Isso tem a ver com a história de vida de cada pessoa também, ou seja, com o que ela aprendeu que é perigoso. Muitas pessoas hoje têm medos relacionados ao que os pais delas diziam que era perigoso quando elas eram pequenas.

Quais são os sintomas do medo?

Como o medo é uma reação natural, ele não tem exatamente sintomas, certo? Todo mundo vai ter medo de certas coisas. As sensações que podemos perceber no corpo e nos indicam que estamos com medo são:

  • Tensão muscular;
  • Suar frio;
  • Sentir-se congelado;
  • Sentir vontade de fugir correndo;
  • Aumento da frequência cardíaca;
  • Respiração mais rápida e curta.

Basicamente, são reações que nos preparam para escapar daquela situação de ameaça!

Quando o medo se torna fobia?

As fobias são um conjunto de transtornos psicológicos caracterizados por um medo muito intenso. Ou seja, para uma coisa ser um transtorno psicológico – para um medo se tornar fobia – é necessário que você apresente algum tipo de prejuízo na sua vida em decorrência desse medo.

Por exemplo, se você tem medo de avião, mas consegue controlar com exercícios de respiração, meditação e se distraindo com filmes… tranquilo, é um medo! Mas se o seu medo te impede de viajar de avião e talvez até de buscar um amigo querido no aeroporto – e essas são coisas importantes para você, que você gostaria de fazer e se sente mal por não conseguir – podemos dizer que se trata de uma fobia. Mesma coisa com elevadores, com cachorros, com sair na rua…

Porém, essa é uma descrição em geral, beleza? Só profissionais de psicologia ou medicina podem dar o diagnóstico de fobia.

Qual é a relação entre o medo e a ansiedade?

A gente sempre diz que um jeito fácil de entender essa relação é que o medo e a ansiedade são emoções muito parecidas no corpo, mas a diferença é que o medo você sente de uma coisa que está presente, enquanto a ansiedade você sente quando se preocupa com uma situação futura ou imaginada.

Talvez, se você fica sozinho em casa de noite, você sinta medo e isso faça você ligar para um amigo ou ir para a casa do seu tio dormir lá. O medo é o que você sente na situação.

Por outro lado, a ansiedade se manifesta quando você se preocupa com a possibilidade de ficar sozinho. Por exemplo, a pessoa que mora com você avisa que vai viajar nas férias, e você já sente todos as sensações de medo e ansiedade: fica preocupado “E agora? Eu não posso ficar sozinho!”; e implora pra ele não viajar, ou para um amigo ir ficar com você nesse período.

Como controlar o medo e a ansiedade com 3 técnicas diferentes

1. Por que isso me dá medo?

Tente lembrar onde ou com quem você aprendeu que essa coisa que você teme é perigosa. Na sua infância, seus familiares assustavam você? Foi uma cena assustadora em um filme? Foi uma experiência ruim? É importante que você não se force demais a lembrar, porque às vezes a gente não lembra mesmo e isso é normal!

Se você lembrar, pense se não fez sentido, naquela situação, sentir o medo?  Na maior parte do tempo, faz muito sentido: o susto que os familiares fizeram foi na tentativa de ensinar você a tomar cuidado; o filme era assustador demais e você era muito pequeno para entender que era ficção; a sua experiência realmente foi muito ruim e faz sentido o seu cérebro evitar passar por aquilo de novo.

A ideia com essa técnica é você demonstrar alguma compreensão consigo mesmo, caso você se julgue por ter esse medo.

2. Lista para controlar o medo

Liste todos os motivos pelos quais o seu medo atualmente não é proporcional à ameaça que a situação realmente apresenta (por exemplo, se o medo é de o avião cair, você pode listar que acidentes de avião são extremamente raros!). Esse é um aspecto.

Mais importante, porém, é você listar tudo aquilo que você deixa de fazer por causa desse medo (ir no show do artista que você ama ou no casamento de uma amiga, por exemplo). Aqui, a ideia é diminuir o medo através do raciocínio e buscar a motivação para vencê-lo. Porque é um desafio grande e você precisa estar convencido de que vale a pena!

3. Respiração diafragmática

Estabeleça uma prática diária de respiração diafragmática, para reduzir os sintomas físicos do medo e da ansiedade. Além disso, para reduzir a impulsividade frente ao medo e a ansiedade, tente criar também uma rotina de mindfulness!

Essas duas práticas estão explicadas em outros materiais da Eurekka, que você pode acessar clicando no respectivo nome: respiração diafragmática e mindfulness.

Então, escolha um medo e faça uma lista de situações relacionadas ao medo que, de 1 a 100, te causam medo. Por exemplo, olhar a foto de um avião pode ser 1. Andar de avião para a China pode ser 100.

Quando você tiver tudo isso, faça uma prática de respiração ou de mindfulness e comece a dar passos, do 1 em direção ao 100. Você não precisa fazer a coisa que mais dá medo na vida – até porque a passagem pra China é super cara!

Mas, se voar por 3 horas até o casamento da sua amiga é o passo 60, você pode chegar lá! Esse passo leva mais tempo e não é feito em um dia, como as técnicas anteriores. Então, tenha paciência!

Aprenda a controlar o medo e a ansiedade com a Eurekka

As práticas que eu mostrei para você funcionam para muitas pessoas, mas não para todas, e nem sempre exatamente do jeito que eu expliquei. Na verdade, é muito esperado que para elas funcionarem para você, é necessário que você tenha autoconhecimento suficiente para adaptá-las. Afinal, é isso que o psicólogo faz no consultório: conhece as técnicas, conhece o cliente, e adapta tudo para aquele caso.

O tipo de tratamento que melhor funciona para medo e ansiedade é a terapia de exposição e prevenção de resposta. Nela, o psicólogo ajuda você a fazer a sua lista de 1 a 100 e a planejar o melhor jeito de enfrentar!

Muitas vezes, esse enfrentamento pode ser através de um vídeo de outra pessoa fazendo, de um exercício de imaginação, ou da exposição in vivo – quando você vai lá e faz a coisa que tinha medo mesmo!

Também, te convidamos a marcar uma conversa inicial, clicando aqui, para entender um pouquinho mais sobre a terapia da Eurekka!

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