Hiperatividade: o que é, diagnóstico e tratamentos

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Conhece uma criança que está sempre agitada e que parece nunca parar? Pode ser hiperatividade.

O quadro de hiperatividade é considerado um transtorno do neurodesenvolvimento e está, na maioria das vezes, ligado ao chamado Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade, mais conhecido pela sua sigla, TDAH

Porém, o que poucos sabem é que a hiperatividade também pode ocorrer isoladamente, sem vínculo com o Déficit de Atenção ou outro transtorno do neurodesenvolvimento.

Neste texto, você vai entender o que é hiperatividade e quais os sintomas, tipos e causas dessa condição. Além disso, vai saber como é feito o diagnóstico e as formas de tratamento.

O que é hiperatividade?

hiperatividade

A hiperatividade é uma condição que impede o indivíduo de conseguir se manter focado em atividades que exigem um certo nível de concentração e esforço mental, devido a uma exagerada agitação mental e motora.

Além de uma condição patológica, a hiperatividade representa grandes desafios para pais e professores de crianças com o transtorno, e também para adultos que sofrem as consequências da hiperatividade ao tentar se adequar ao ambiente profissional.

Esse transtorno traz efeitos negativos para a vida social e escolar das crianças. Por serem muito difíceis de controlar, as crianças hiperativas chegam a ser evitadas por colegas e pais de colegas, que já não os convidam mais para festas ou brincadeiras, devido à dificuldade de lidar com a sua falta de disciplina.

A pessoa hiperativa é identificada como mais agitada do que outras da mesma idade. Ela apresenta níveis prejudiciais de desatenção, desorganização, agitação e impulsividade. 

Em consequência, uma criança hiperativa demonstra dificuldade em se manter quieta, focar nos estudos e controlar impulsos.  Ela também costuma perder itens pessoais, como material escolar, com frequência, e não consegue se manter engajada em uma unica atividade por muito tempo.

Uma informação pouco conhecida é que não apenas crianças sofrem com esse distúrbio, mas adultos também podem ser afetados.

Pesquisas apontam que 50% a 80% das pessoas que tiveram o TDAH na infância continuam a apresentar sintomas significativos na vida adulta, associados a importantes prejuízos em diversas esferas da vida cotidiana.

Principais sintomas

  • Desempenho escolar ruim: uma consequência da dificuldade de prestar atenção a detalhes e se manter concentrado em uma única tarefa.
  • Agitação: o alto nível de atividade, motora ou cerebral, impede a criança de se manter quieta, seja movimentando-se ou tendo seus pensamentos atropelados uns pelos outros.
  • Desatenção: a atividade cerebral elevada faz com que a criança se descuide facilmente do que acontece ao seu redor, tendo dificuldades em manter um diálogo mais longo ou se engajar em uma brincadeira por muito tempo. 
  • Distração: a criança hiperativa apresenta dificuldade de foco, distraindo-se facilmente com estímulos do ambiente ou até mesmo seus próprios pensamento.
  • Fala acelerada e descontrolada: fruto da elevada atividade cerebral que pode prejudicar sua comunicação com outras crianças  
  • Ansiedade: a pessoa hiperativa possui grande dificuldade de se manter quieta, esperar em filas ou permanecer ambientes sociais que exigem quietude.
  • Impulsividade: a criança hiperativa passa por dificuldades no desenvolvimento do autocontrole, muitas vezes cedendo a impulsos e tendo reações disruptivas. 

Tipos de hiperatividade

hiperatividade

Hiperatividade motora

A hiperatividade motora se caracteriza por um alto nível de energia descarregada em movimentos físicos. A criança hiperativa é facilmente identificada por ser inquieta, extremamente agitada, movimentar frequentemente as mãos, braços e pernas quando está sentada, e apresentar dificuldade em se manter em uma mesma posição por certo período de tempo.

Hiperatividade mental

A hiperatividade mental se caracteriza por um alto fluxo de pensamentos. Conseguimos identificar essa característica através da fala muito acelerada, mudança descontrolada de assuntos e dificuldade de expor pensamentos de forma coesa, por ter um raciocínio bastante desorganizado.

Causas

São inúmeras as possíveis causas para a hiperatividade infantil e adulta. O transtorno pode ser consequência de fatores genéticos, ambientais ou de distúrbios do desenvolvimento.

Algumas das possíveis causas de hiperatividade infantil são:

  • TDAH;
  • Complicações nas gestação ou no parto, bem como o uso de drogas lícitas e ilícitas durante a gravidez;
  • Ambiente familiar desestruturado ou mudanças drásticas na rotina familiar;
  • Maus tratos e/ou abuso;
  • Em casos de crises familiares, como divórcio dos pais, a hiperatividade se caracteriza como situacional, podendo ser tratada e possivelmente extinguida após o momento de crise;
  • Deficiência intelectual;
  • Distúrbios do neurodesenvolvimento.

Já em adultos, a hiperatividade pode surgir como consequência de:

  • TDAH;
  • Uso em excesso de psicoestimulantes (drogas e medicamentos);
  • Abstinência de drogas psicoativas;
  • Intoxicação por metais pesados;
  • Doenças do sistema nervoso de transtornos fisiológicos, como hipertireoidismo; 
  • Transtornos emocionais, crises familiares e problemas no emprego.

Qual a diferença entre hiperatividade e agitação?

hiperatividade

Uma criança muito agitada não é necessariamente uma criança hiperativa. Afinal, ter um alto nível de energia é uma característica do desenvolvimento infantil. 

Mas como saber diferenciar a agitação comum da hiperatividade?

Comece se perguntando qual o efeito da agitação na vida social e na educação da criança. Se problemas de aprendizagem e de socialização com outras crianças da mesma idade estão surgindo por conta do nível de agitação, busque ajuda profissional.

É sempre muito importante comparar o comportamento da criança em questão com os comportamentos de outras da mesma idade. Isso torna mais fácil diferenciar uma característica típica do desenvolvimento, a agitação, de uma condição patológica, a hiperatividade.

Se a criança apresenta níveis prejudiciais dos sintomas anteriormente citados, e se seu comportamento foge à regra das demais crianças da sua idade, é possível que você esteja lidando com um quadro de hiperatividade. 

Diagnóstico

Algumas das condições para um diagnóstico efetivo são:

  • Sintomas presentes na criança entre os 3 e 7 anos de idade;
  • Período de pelo menos 6 meses com os sintomas presentes;
  • Sintomas presentes em pelo menos dois ambiente diferente, como casa e escola, por exemplo;
  • Outras possíveis causas para os sintomas devem já ter sido analisadas e excluídas. Alguns exemplo dessas causas poderiam ser: ansiedade, depressão, abuso, trauma e dificuldade de aprendizado.

Como identificar a hiperatividade infantil?

Se a criança apresentar sintomas de hiperatividade, impulsividade e/ou falta de atenção desde a infância, em níveis inapropriados para a idade e que causem disfunção social, psicológica ou educacional, a suspeita do diagnóstico pode ser levantada. 

TDAH em adultos

Apesar dos sintomas da hiperatividade diminuírem significativamente de intensidade na fase adulta, também é possível diagnosticar o transtorno. 

Adultos hiperativos ainda apresentam os sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade em graus variados. Os sintomas na vida adulta aparecem durante as atividades mais típicas dessa faixa etária. Assim, a hiperatividade observada em crianças pode corresponder a um excesso de atividades e/ou trabalho em adultos. Além disso, a hiperatividade também pode se tornar mais clara em adultos que estão passando por momentos de crises emocionais, como o término de um relacionamento ou a perda de um ente querido. 

Adultos hiperativos costumam apresentar desatenção durante tarefas que exigem organização e foco por um longo período e problemas de memória. 

Da mesma forma que em crianças e adolescentes, adultos com hiperatividade têm uma capacidade inconsistente de se concentrar, mas são capazes de manter o foco em circunstâncias específicas, como quando se envolvem em tarefas que são particularmente prazerosas. Sua agitação se torna mais evidente em momentos de tédio ou distração, por pensamentos ou estímulos externos.

Então, algumas das evidências de hiperatividade em adultos, são:

  • ansiedade e inquietude;
  • problemas com manejamento de tempo;
  • desorganização em casa, no trabalho e com tarefas;
  • problemas de memória (como dificuldade para lembrar de compromissos);
  • déficits em funções intelectuais como raciocínio, solução de problemas, planejamento, pensamento abstrato, juízo, aprendizagem acadêmica e aprendizagem pela experiência.

Tratamentos:

criança brincando

É importante ter em mente a necessidade de um profissional para acompanhar o caso, para que a gravidade do transtorno possa ser analisada e que se obtenha o tratamento mais efetivo para o caso individual.

1. Uso de medicamentos para TDAH

Esse tipo de tratamento é feito com remédios que vão controlar os efeitos do transtorno, ou seja, vão controlar os seus sintomas, como: a impulsividade e a desatenção. Assim, tratando os sintomas, a vida social, escolar, e profissional (no caso do adulto) apresenta uma melhora satisfatória.

Em suma, os medicamentos normalmente utilizados para este tratamento, são:

  • Psicoestimulantes, como a ritalina;
  • Antipsicóticos, que vão controlar o comportamento nocivo, principalmente quando a hiperatividade acompanha alguma dificuldade intelectual;
  • Antidepressivos, como a Imipramina e a Nortriptilina.

2. Psicoterapia com psicólogo

A terapia é parte essencial do tratamento da hiperatividade, visto que é através dela que as necessidades psicológicas distintas do paciente serão avaliadas e tratadas de forma mais detalhada.

Assim, as terapias que apresentam mais resultado no tratamento para hiperatividade são: Comportamental e Terapia Cognitivo-Comportamental.

Portanto, a intervenção é voltada ao aspecto comportamental do distúrbio. O psicólogo vai estimular hábitos mais saudáveis e direcionar a criança para a mudança dos comportamentos nocivos. Assim, o paciente aprende a lidar com os efeitos da hiperatividade no seu dia-a-dia, aumentando sua qualidade de vida e melhorando sua capacidade social e de aprendizagem. Em outras palavras, esse tratamento traz mais autonomia pra vida da criança, ou do adulto.  

3. Presença dos pais

Por fim, as dificuldade que o transtorno traz para o dia a dia da família afeta a saúde emocional dos familiares de uma criança hiperativa. Portanto, é importante que os pais também busquem ajuda psicológica para saber lidar com os desafios e ajudar seu filho da melhor forma possível.

Embora a exaustão seja, muitas vezes, inevitável, é imprescindível que os pais se mantenham atentos ao desenvolvimento da criança e presentes durante o tratamento. 

Então, atitudes como ceder a comportamentos desafiadores podem ser tentadoras frente à exaustão de tentar de controlar a criança hiperativa. Mas essa atitude pode trazer consequências nocivas e atrapalhar o tratamento.

Em meio aos impactos da convivência com uma criança hiperativa, a busca por informação e ajuda profissional pode diminuir a pressão que recai sobre sobre os pais.

Assim, se você é pai ou mãe de uma criança hiperativa, busque entender o transtorno e os comportamento que ele desencadeia. O papel dos pais no desenvolvimento psíquico da criança tem um forte efeito no tratamento para hiperatividade.

Tratamento para hiperatividade com a Eurekka

sede presencial da Eurekka

Enfim, se você acha que é uma pessoa hiperativa, ou conhece alguém que pode estar passando por dificuldades ao lidar com esse transtorno, a Eurekka pode ajudar! 

A Eurekka é uma clínica de psicologia que faz centenas de atendimentos mensais, na modalidade presencial e online. Do mesmo modo, contamos com profissionais altamente qualificados para tratar casos de hiperatividade e outros transtornos do neurodesenvolvimento. 

Assim, já ajudamos muitas pessoas com hiperatividade, além de pais e professores de crianças que sofrem com o transtorno. Então, fique à vontade para marcar uma conversa inicial com um de nossos terapeutas, clicando aqui!

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