Sintomas de depressão: conheça os sinais que merecem atenção

JUNTE-SE A MAIS DE 150.000 PESSOAS
Receba o Momento Eurekka com dicas semanais de Saúde Emocional exclusivas:

Muito se fala sobre transtornos depressivos, mas você sabe quais são os sintomas da depressão e como eles afetam a vida de quem sofre com a doença?

É importante identificar os sintomas para buscar o tratamento correto ou ajudar outras pessoas que sofrem com a doença. Por isso, no texto de hoje, além de aprender os sintomas, você você vai entender o que é depressão, quais são suas causas e tratamentos.

O que é depressão e quais são as causas?

A depressão é um transtorno mental comum que afeta uma a cada cinco pessoas ao longo da vida. O que se sabe sobre a causa da depressão é que ela não é única, mas sim composta de vários fatores que aumentam ou diminuem a chance de você desenvolver o quadro depressivo.

São três fatores que permitem que a doença se estabeleça:

1- Vulnerabilidade genética: você terá mais chances de desenvolver a doença quando tiver, na família, mais pessoas que já tiveram episódios depressivos. Ou seja, se o seu organismo já é mais suscetível a ser deprimido.

2- Estrutura de vida desregrada: Quando a sua estrutura de vida está desregrada, você não controla a sua alimentação, dorme muito menos ou muito mais do que deveria, não faz exercício físico e está sempre estressado. Ou seja, essa bagunça no seu estilo de vida faz com que você tenha maiores chances de ficar deprimido.

3- Algum gatilho: O transtorno depressivo pode surgir a partir de algum evento que deixou você com uma tristeza profunda, te traumatizou e desregulou a sua vida. No entanto, não é porque algum evento aconteceu que você desenvolverá depressão maior. Porém, se tiver uma predisposição genética e hábitos de vida ruins, há uma chance da doença aparecer.

Geralmente, eventos traumáticos, como perder alguém muito querido ou o fim de um relacionamento que era essencial na sua vida, são coisas que marcam você e que dão início a essa espiral! Você já passou por alguma coisa parecida?

desafio terapeuta confiante

Quais são os sintomas de depressão?

Por ser um transtorno psicológico, não existe um teste único ou exame de laboratório que indique que alguém tem ou não depressão. A presença dela é algo que concluímos quando observamos um conjunto de vários sintomas emocionais e também físicos.

O DSM 5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) estabelece que você tem que ter apresentado pelo menos 4 dos 9 sintomas a seguir nas últimas duas semanas.

Então, os médicos e psicólogos vão tentar entender como anda a sua vida e quantos desses sintomas você apresenta, nos últimos tempos, para poder fazer um diagnóstico adequado.

Os sintomas de depressão são:

1- Falta de energia ou ânimo

O primeiro sintoma é a falta de energia ou ânimo para fazer as atividades diárias. Sendo assim, as atividades as quais a pessoa com depressão fazia, antigamente, depois da depressão começam a parecer cada vez mais difíceis de executar.

2- Tristeza constante

É normal que uma situação específica deixe a pessoa triste. E a tristeza tem a função de ajudar a pessoa a se organizar diante de uma experiência ruim que ela passou. Entretanto, quando essa tristeza é constante e sem um motivo específico, você deve ficar alerta. Pode ser sim um forte sinal de depressão.

3- Diminuição do prazer na rotina

Outro sintoma é a diminuição do prazer na rotina. Muitas vezes as pessoas com depressão dizem que se sentem anestesiadas, incapazes de sentir prazer com o que antes gostavam de fazer. Às vezes, é possível que você sinta que está vivendo no piloto automático e que os dias estão passando muito rápido também.

4- Sentimento de pessimismo e desesperança

Apesar de não ser o sintoma mais comum, o pessimismo constante pode ser um alerta para a doença. Aquela pessoa que está sempre vendo o pior lado das coisas, geralmente de mal com a vida, sempre com um ar de melancolia e se sentindo desesperançoso pode estar sofrendo de depressão. O pessimismo e a desesperança podem estar ligados a uma profunda tristeza que o indivíduo sente.

5- Mudanças no sono

O quinto sintoma está ligado a mudanças no seu sono. A depressão pode alterar o seu sono tanto para cima quanto para baixo. Ou seja, você pode desenvolver insônia, uma dificuldade grande de dormir, assim como você pode desenvolver hipersonia, que é dormir uma quantidade muito maior de horas do que o seu normal.

6- Mudanças de peso e apetite

Mudanças de peso e apetite também podem ser um sinal claro de depressão. Quando tem a doença, você pode sentir muito mais fome do que o normal, assim como muito menos fome.

Ainda, essa variação de fome pode ter impacto no seu peso. Dessa forma, você pode ter grande ganho de peso ou emagrecer muito, ficando com um peso mais alto ou mais baixo que o normal. Com isso, pode vir também a baixa autoestima.

7- Pensamentos de morte

O sétimo sintoma está relacionado a pensamentos de morte ou às vezes até vontade de tirar a própria vida. Infelizmente, a depressão é uma doença que comumente aparece com o desejo de não estar mais vivo e, às vezes, a pessoa faz até planos para isso. Esse é o sintoma mais grave da depressão porque ele gera um risco à vida.

8- Sentimento de culpa ou de remorso constante

O oitavo sintoma está relacionado a um constante sentimento de culpa. Ou seja, a pessoa está sempre sentindo remorso por algo ou se culpando por acontecimentos do passado, mesmo que recente.

9- Irritabilidade

O nono sintoma tem a ver com irritabilidade. A pessoa com depressão pode se irritar muito facilmente por pequenas coisas que em outros tempos não a teriam incomodado.

10- Inquietação e ansiedade

A mente que está em sofrimento é uma mente inquieta. Isso porque a pessoa não está em seu estado normal. Quem sofre com depressão pode ficar mais inquieto do que de costume e até ter problemas para ficar sentado por um tempo.

Além disso, apesar de depressão e ansiedade serem transtornos diferentes, muitas vezes podem andar juntos e a ansiedade aparecer como um sintoma da depressão.

11- Movimentos físicos mais lentos

O décimo primeiro sintoma tem a ver com movimentos físicos mais lentos. Muitas vezes, o corpo já não se movimenta mais na mesma velocidade do que antes a ponto de outras pessoas notarem. Entretanto, também pode ocorrer o oposto, e a pessoa passa a ter agitação motora.

12- Pensamento desorganizado

O décimo segundo sintoma é a dificuldade de concluir o raciocínio. A pessoa sente que o seu pensamento está desorganizado e que não consegue se concentrar direito nas tarefas realizadas.

13- Dores de cabeça e problemas digestivos sem causa física aparente

A depressão também pode causar sintomas físicos, como dores de cabeça, problemas digestivos e cólicas. Se você sente esses sintomas e não há uma causa física para isso, eles podem significar que você esteja sofrendo com depressão.

Identificando os sintomas depressão em diversos estágios da vida

Criança com dor, automutilação, depressão

Sim, é possível identificar depressão nos vários estágios da vida, se você prestar atenção nos 13 sinais que a gente acabou de discutir. No entanto, existem detalhes de cada estágio da vida que pode ser valioso você entender melhor.

Por isso, aqui vão algumas dicas para identificar depressão nos vários estágios da vida!

Como identificar os sintomas de depressão na infância

Como uma das atividades mais importantes da infância envolve o contato com outras crianças, a depressão na infância muitas vezes se manifesta como uma tendência ao isolamento e à agressividade daquela criança em relação às outras.

Muitas vezes, você pode pensar que depressão é só tristeza profunda ou desânimo, mas a irritabilidade aumentada também é um sintoma de depressão. Por isso, na infância, fique atento ao desânimo e à tristeza, mas também fique atento à raiva e à agressividade com os outros colegas.

Como identificar os sintomas de depressão na adolescência

Uma das dificuldades de identificar a depressão na adolescência é que o adolescente já é por natureza um pouco mais emotivo. As mudanças hormonais na adolescência fazem com que a gente tenha mais variações de humor do que em outras fases da vida.

O lado bom é que o adolescente também tem uma capacidade de comunicação maior do que a criança e se comunica mais sobre depressão do que em outras fases da vida.

Por isso, a dica mais importante é ouvir o adolescente. Porque por mais dramático que o adolescente possa ser nessa fase, é muito comum que ele esteja falando a verdade sobre como ele se sente.

Ainda, é importante estar atento a mudanças alimentares, como perda completa do apetite ou vontade de comer tudo que vê pela frente. Essa é uma fase de crescimento e uma fase de muita energia, ainda assim, ganho de peso e perda de peso, sem muita explicação, precisam ser notados pelos pais.

Na média, os adolescentes ainda estão com o cérebro em desenvolvimento. Só aos 25 anos o seu cérebro vai ter chegado à maturidade total, e a última área a se tornar realmente madura é justamente a área que inibe impulsos: o nosso córtex pré frontal. Por isso, a depressão pode ser ainda mais perigosa nessa fase.

Como identificar os sintomas de depressão na terceira idade

Identificar a depressão na terceira idade pode ser mais difícil do que identificar depressão em outras etapas da vida, porque é a terceira idade já é um momento menos ativo da sua vida. Então, você espera que a pessoa idosa não esteja sempre em movimento como uma pessoa jovem.

Por isso, na terceira idade, é essencial olhar para os sintomas sociais da depressão, ou seja, o isolamento e a irritabilidade com outras pessoas todos os dias. Essa redução da atividade, que é normal na terceira idade, já, naturalmente, aumenta a chance de desenvolver depressão.

Agora, se a pessoa idosa não tem conexão social e ela se irrita com praticamente todo mundo que tá em volta, isso aumenta ainda mais as chances.

A depressão também afeta os idosos num ciclo muito difícil e muito perigoso de perda de vigor físico e de energia, tristeza por essa perda de vigor físico e energia, mais perda porque a atividade é reduzida. Sem exercício físico e sem envolvimento, é natural que a pessoa vá perdendo ainda mais vigor e energia, levando a uma depressão cada vez maior.

Identificar esses fatores cedo e dar o tratamento correto vai ser essencial para que o idoso possa viver esses anos da sua vida alegre, engajado, ligado com a família e ligado em outras pessoas.

E as melhores formas de tratar a depressão na terceira idade são muito similares às formas usadas para tratar a depressão na idade adulta. O mais importante de tudo é ajudar o idoso e garantir que a vida dessa pessoa tenha momentos de auto cuidado e engajamento.

Subtipos de depressão

homem jovem triste, tristeza, depressão

Existem alguns subtipos de episódios depressivos. Veja na lista abaixo quais são eles:

1- Transtorno depressivo maior (depressão unipolar)

É a forma mais comum de depressão. Trata-se de um distúrbio mental caracterizado pela ocorrência de pelo menos cinco dos sintomas citados anteriormente neste texto, por pelo menos duas semanas seguidas.

A combinação de sintomas interfere muito na vida da pessoa, prejudicando o sono, trabalho, estudos, apetite e prazer. Apesar de a depressão ser um distúrbio comum, trata-se de uma doença muito séria, que necessita de tratamento tão logo diagnosticada.

2- Depressão bipolar

Depressão bipolar se refere à parte depressiva do Transtorno Bipolar. Muitos dos pacientes iniciam o transtorno com um episódio de depressão. Então, a pessoa alterna entre momentos depressivos e momentos de extrema euforia ou irritação.

É importante ficar atento se as alterações de humor ocorrem de forma intensa, frequente e sem motivo aparente. Apesar de ter algumas características similares à unipolar, a depressão bipolar é mais grave e causa mais mortes por suicídio. Além disso, costuma apresentar alguns sintomas como: ganho de peso (em vez de perda, como é mais comum na depressão maior), excesso de sonolência, maior instabilidade de humor, delírios e inicio precoce de sintomas.

Por fim, diferente da depressão unipolar, a bipolar piora com o uso de antidepressivos, aumentando a chance de suicídio. Entretanto, se combinado com outros tipos de medicamentos, o antidepressivo pode ser usado. Por isso, um médico sempre deve ser consultado.

3- Distimia (transtorno depressivo persistente)

A distimia é um transtorno de humor que se caracteriza, principalmente, por um longo período de sintomas de depressão leve. Enquanto no transtorno depressivo maior os sintomas podem ser mais intensos, mas durar até seis meses, a distimia pode ter sintomas mais leves, mas pode durar por muitos e muitos anos.

É por isso que a distimia e a depressão são dois transtornos muito parecidos, mas a principal diferença entre eles é a duração dos sintomas. Por fim, a distimia também pode atingir adolescentes e crianças.

4- Depressão pós-parto

A depressão pós-parto é uma condição que traz desespero, profunda tristeza e falta de esperança para a mãe após o parto. Pode trazer muito prejuízo ao vínculo afetivo entre mãe e bebê, podendo levar a problemas no desenvolvimento da criança.

Um dos problemas com o qual você deve estar muito atento é que, durante a gravidez e o pós parto, é possível que a mulher tenha vergonha de dizer que está com sintomas de depressão. Existe uma expectativa da sociedade de que a mulher esteja bem, que ela não reclame e que ela ame a experiência perfeita de ter um filho e de cuidar do bebê.

Entretanto, não se trata de uma fraqueza ou falta de caráter. Por isso, o melhor é tentar ter empatia e ajudar a mulher que estiver sofrendo com isso a procurar ajuda o mais rápido possível, pelo bem dela e do bebê.

Se você se colocar presente na vida dela e der oportunidade para ela falar, talvez, você escute que ela pode estar com sintomas de depressão e possa tomar a atitude correta.

Em casos raros, o caso pode evoluir para uma forma mais agressiva da doença, conhecida como psicose pós-parto.

5- Transtorno afetivo sazonal

O transtorno afetivo sazonal é caracterizado pelo aparecimento da depressão durante os meses de inverno, quando há menos exposição à luz solar. Nesses casos, a depressão geralmente melhora durante a primavera e o verão.

Apesar de poder ser tratado com fototerapia, muitos pacientes não melhoram com esse tipo de tratamento. Por isso, antidepressivos e psicoterapia acabam sendo mais efetivos, associados ou não à fototerapia.

6- Depressão psicótica

A depressão psicótica ocorre quando a pessoa tem depressão grave mais alguma forma de psicose, como delírios, alucinações ou crenças falsas. Trata-se de um distúrbio grave.

Além dos sintomas apresentados por pacientes que sofrem com depressão comum, o aspecto distinto da depressão psicótica é justamente as ideias incompatíveis com a realidade. Enquanto a pessoa está doente, as crenças e delírios dificilmente são revertidos, mesmo que outras pessoas mostrem a elas provas contrárias. Além disso, o conteúdo dos delírios e alucinações não necessariamente são negativos, mas podem se referir a ideias bizarras.

Qual a diferença entre tristeza e depressão?

A tristeza é uma emoção que costuma aparecer por um motivo específico (você teve uma expectativa quebrada, perdeu o emprego, terminou um relacionamento). Sendo assim, você consegue dizer exatamente o que a causou.

E apesar de ser um sentimento ruim, a tristeza também é benéfica, já que ela ajuda você a pensar no que você pode ter feito errado e a procurar pelo apoio de pessoas queridas. A depressão permanece e, à longo prazo, vai desligando você de todas as coisas que são importantes na sua vida.

De repente, você não está mais com vontade de fazer exercício e para de fazer, o que piora a depressão; ou você não está com vontade de fazer um relatório do trabalho e não faz, o que aumenta as chances de você perder o emprego ou receber uma advertência.

A depressão dura mais tempo do que uma tristeza

E por durar mais tempo, ela vai aos poucos destruindo as bases da sua vida. E aqui vale dizer que existem vários casos de depressão, como:

  • Crônica: dura muito tempo;
  • Leve: quando quatro desses sintomas, que a gente conversou no início, estão presentes, mas não de maneira muito intensa;
  • Sazonal: ligada à época do ano, como já vimos neste texto.

Relação entre depressão e suicídio

Como você viu anteriormente, pensamentos de morte e suicídio são um dos sintomas de depressão. Apesar de nem toda a pessoa com depressão ter propensão a cometer suicídio, pensar sobre suicídio é um forte indício de que a depressão está em um nível grave.

Estudos mostram que mais da metade das pessoas que cometem suicídio estavam com depressão antes de se matarem. Isso significa que sim, é possível dizer que eles estão diretamente ligados.

Entenda em que casos a depressão pode levar ao suicídio

O risco de suicídio é maior quando a pessoa passa muito tempo sem tratamento e também sem ter rede de apoio. Ou seja, ela entende que o suicídio é uma forma de escapar de um sofrimento que está sendo muito grande, como se ela estivesse vendo o suicídio como um último recurso, depois que nada funcionou para eliminar aquela dor muito forte.

A sensação de que nada funciona para aliviar a dor é muito normal em pessoas que tentaram vários tratamentos para depressão, que sentem que tentaram de tudo, mas que não sentem qualquer resultado. É por isso que, quanto mais cedo a depressão for tratada, menor a chance do suicídio.

Dos sintomas de depressão ao diagnóstico

diagnóstico de depressão

Para saber se a pessoa sofre de depressão, o primeiro passo é prestar atenção aos sintomas. No entanto, não podemos investigar um transtorno depressivo do mesmo jeito que uma infecção, por exemplo. Quando estamos com infecção, investigamos até descobrir o que causou aquilo, como uma bactéria. E depois de descobrir as causas, tratamos elas com medicação, não é?

Não dá para dizer que você está depressivo porque não está fazendo exercício, porque teve perda de interesse pela vida ou que você está depressivo porque o seu sono está desregulado. Porque os próprios sintomas (não fazer exercício, estar desmotivado, ter o sono desregulado) também vão ajudar você a se manter deprimido. Por isso, tratar a causa não é o primeiro passo!

Em vez disso, você precisa tratar cada um dos sintomas para conseguir se envolver com a vida de novo, sentir alegria e, de repente, sentir menos humor deprimido. Não basta tratar a causa, você tem que tratar todos os efeitos dos sintomas da depressão para conseguir sair dessa e construir uma vida mais feliz.

Um teste criado por psicólogos da Eurekka também pode ajudar você a descobrir se você sofre com depressão. Clique na imagem abaixo para acessar:

teste de depressão

Profissional deve fazer diagnóstico em quem tem sintomas de depressão

É só a partir do diagnóstico de um profissional que você vai poder entender qual o tipo de depressão que você tem. E esse diagnóstico é feito através de muita conversa e de testes, a partir do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM-IV).

É importante notar que não é tão essencial saber se você está com uma depressão ou não. O mais importante é começar a atacar cada um desses sintomas, mesmo que eles não sejam suficientes para o médico dizer que você tem a doença mesmo. Afinal, você não precisa de um diagnóstico de depressão para merecer ser tratado. Aliás, em alguns casos, o diagnóstico nem é tão importante assim.

Além disso, há outras doenças com sintomas similares, como a distimia, por exemplo, que apresenta sintomas mais leves mas com duração de pelo menos dois anos.

Tem sintomas de depressão? Veja os tratamentos

mulher triste, chorando

Felizmente, há tratamento para depressão. A seguir, listamos alguns:

Psicoterapia

Nem todas as psicoterapias vão funcionar para depressão com a mesma intensidade, já que existem diversos modelos diferentes realizados em todo o mundo. Além disso, pessoas diferentes reagem de maneiras diferentes ao mesmo tratamento. Entretanto, terapias comportamentais e cognitivo-comportamentais são as que foram estudadas e mostraram mais resultados positivos nesses casos.

A Terapia Cognitivo-Comportamental acredita que você pode mudar o jeito como você pensa e como age. Por isso, ela se concentra menos em analisar o seu passado e mais em fazer mudanças práticas acontecerem no seu presente. Toda a teoria da TCC é baseada na seguinte ideia: o que mais faz você sofrer não são as coisas que acontecem com você, mas sim o que você faz com aquilo que ocorreu.

Ou seja, o jeito como você interpreta e reage às situações. Assim, duas pessoas podem passar pela mesma situação e lidar com isso de maneiras totalmente diferentes.

Pessoas com depressão normalmente não conseguem viver o presente. Elas ficam revivendo o passado, principalmente acontecimentos negativos. Assim, a terapia cognitivo-comportamental tenta ressignificar esses eventos para fazer com que o indivíduo possa mudar seu comportamento.

Na terapia cognitivo-comportamental, você aprende a perceber cada vez que seus pensamentos e ações estão fazendo mal para si mesmo. Então, você planeja, junto com seu terapeuta, estratégias para pensar diferente. E interpretando o mundo de um jeito diferente, você consegue também viver uma vida diferente.

Por fim, nessa abordagem, toda a semana o paciente se compromete com o terapeuta a fazer uma atividade prática entre uma sessão e outra. Trata-se de uma tarefa de casa para justamente aplicar os conhecimentos da terapia no seu dia a dia. Assim é possível amenizar os sintomas da depressão.

Exercícios para sintomas de depressão

Exercício físico é um antidepressivo natural que, inserido na rotina das pessoas, ajuda muito a manter o corpo saudável e prevenir depressão. Entretanto, não chega a ser um tratamento, mas é parte de um conjunto de mudanças que um psicoterapeuta pode recomendar.

A atividade física libera endorfina no cérebro, proporcionando sensação de bem-estar e tranquilidade. Assim, o exercício físico é capaz de descontrair o corpo e ativar o sistema imunitário, sendo muito eficaz no combate ao estresse e à ansiedade.

Além disso, a atividade física também contribui para uma melhora na autoestima, tanto devido à sensação de se estar fazendo algo em benefício da própria saúde, como também por deixar o corpo mais bonito.

Isso sem falar no efeito de relaxamento que ocorre após o exercício, o que ajuda no combate ao estresse. Até mesmo uma caminhada rápida entre 20 e 30 minutos apenas três vezes por semana ajuda melhorar o estresse.

Vale lembrar, no entanto, que seja feito com equilíbrio. Um programa de exercício muito pesado pode deixar a pessoa ainda mais estressada.

Alimentos para melhorar os sintomas de depressão

Alguns alimentos podem estar atrapalhando a sua melhora. Se você está com sintomas de depressão, evite alimentos industrializados ou ricos em açúcares, como balas, doces e chocolate ao leite.

Qualquer alimento que vá fazer com que você tenha um pico glicêmico vai trazer também uma alteração no seu humor, uma variação de humor. Essa variação de humor é que pode estar atrapalhando seu dia a dia.

Entretanto, cada pessoa vai reagir aos alimentos de uma determinada maneira. Isso tem muito a ver com a sua genética e com seus hábitos alimentares.

Então, como é uma dieta que pode ser usada como antidepressivo? Uma dieta em que a gente remove esses alimentos e começa a se alimentar com produtos mais naturais, vegetais, frutas, legumes, carnes, ovos. Ou seja, predominantemente com proteínas, legumes e vegetais.

Remédios para depressão

Hoje em dia existe uma série de remédios para depressão que ajudam muita gente a melhorar. Eles podem ser úteis sempre que forem receitados e acompanhados de perto por um psiquiatra. Eles não têm efeito imediato, demoram cerca de dois meses para encontrar um equilíbrio no nosso organismo e combater a depressão mesmo.

A combinação de psicoterapia e fármacos é a melhor opção, pois remédios ajudam a superar momentos difíceis, enquanto a psicoterapia ajuda a construir uma vida mais saudável!

Atividades terapêuticas para sintomas de depressão

É importante que você procure na vida tudo aquilo que é “terapêutico” pra você – sabendo que nem sempre vai ser a mesma coisa que é terapêutica para o outro. Uma atividade que lhe faça bem e ajude você a sentir mais satisfação e no controle das emoções.

Tratamento da Eurekka para sintomas de depressão

sede presencial da Eurekka

Por fim, eu quero contar para vocês sobre o tratamento para depressão com terapia cognitivo-comportamental da Eurekka. A Eurekka é uma clínica de psicologia, com base em Porto Alegre, mas que atende todos os dias muitos pacientes online do mundo inteiro com depressão ou outras doenças psicológicas.

Concluindo, os nossos profissionais são treinados nos melhores métodos de terapia para depressão e para agendar uma conversa com os nossos psicólogos é só clicar neste link e visitar a página.

Fique a vontade, também, para acessar nossos conteúdos sobre saúde mental em outras redes sociais, como: InstagramFacebook e YouTube

🥰 Este artigo te ajudou?

0 / 5 5

Compartilhe com seus amigos

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp

Artigos Relacionados

QUER MAIS?

TENHA A EUREKKA NA PALMA DA SUA MÃO
Instale o nosso aplicativo no seu celular.